-- SUCESSO --
O sucesso repetido do Charolês das Tunas tem levado os criadores de gado aacreditar na genética e na sua rentabilidade comprovada.
-- A CLASSIFICAÇÃO --
O Charolês das Tunas e seu sucesso foi forjado pelo seu crescimento, performance e capacidade para satisfazer os diversos critérios de classificação de peso no mercado.
-- CARCAÇAS DE QUALIDADE --
O Charolês das Tunas tem produzido sistematicamente carcaças de melhor qualidade, a preço reduzido.

NOTÍCIAS


 

[20/07/2010]

Campeões Perth Bull Sales 2010 - Escócia.





[19/07/2010]

ExpoLages 2010 - Um Leilão Show de Touros Rústicos .

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO A NOS VISITAR NA EXPOLAGES!
HOJE, A MAIOR REPRESENTAÇÃO DA RAÇA CHAROLÊS (EXPOSIÇÃO).

APROXIMADAMENTE 130 ANIMAIS, UM LEILÃO QUE VAI DAR O QUE FALAR!
40 TOUROS RÚSTICOS E 30 FÊMEAS PREVIAMENTE SELECIONADOS.

DIA 23/10/2010 AS 14:00 HORAS,
PISTA ALTERNATIVA, NO PARQUE CONTA DINHEIRO EM LAGES-SC.

PRODUTOR, VOCÊ QUE QUER PRODUZIR TERNEIROS DE QUALIDADE NÃO PODE DEIXAR DE OLHAR ESSA TOURADA!


CONTATO:
ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE CRIADORES DE CHAROLÊS.
FONE: (49) 3227-0646
FALAR COM ROSE.



[14/07/2010]

Charolês do Contestado promoveu seu leilão com sucesso.

Charolês do Contestado promoveu seu Leilão com absoluto sucesso.
Por vários anos as Cabanhas: Plagliosa e Sta Lucia promovem este evento: O Leilão do Contestado. Em 2010 a raça Charolês confirmou um novo entusiasmo; pista limpa, média nos touros de R$ 5.800,00, nas fêmeas entre R$ 4.600,00 e R$ 5.000,00.
A Cabanha das Tunas parabeniza os criadores Marcos Gonzatto e Kiko Pagliosa!




[05/07/2010]

EUA: alta de preços pode reduzir exportações


A demanda por carne bovina dos Estados Unidos está aumentando nos mercados externos, mas a reduzida oferta está forçando uma alta nos preços. Esse é um dos desafios que os exportadores norte-americanos enfrentam quando tentam vender produtos no mercado externo, disse o vice-presidente da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (U.S. Meat Export Federation - USMEF) para a região da Ásia-Pacífico, Joel Haggard, em um seminário via internet organizado pelo Cattlemen's Beef Board.

"O fato de nosso rebanho estar reduzindo em um período de [crescente] demanda, especialmente na Ásia, é um pouco infeliz. Quando estamos falando sobre escassez, estamos falando sobre altos preços e, então, torna-se uma questão de quando as pessoas começam a se afastar do mercado porque os preços aumentaram muito".

A Coreia do Sul tem sido o mercado de maior crescimento para a carne bovina dos Estados Unidos, particularmente devido à demanda do país por short ribs. Haggard disse que os consumidores nesse país até agora não mostraram sensibilidade aos preços, mas a US$ 8,8 o quilo desse corte, o preço está atingindo níveis recordes. Os consumidores nas Filipinas já estão mais sensíveis aos aumentos de preços, disse ele.

A economista da USMEF, Erin Daley, disse que a falta de short ribs é esperada. De fato, cálculos brutos mostram que os Estados Unidos estão exportando "uma boa parte se não toda sua produção de short rib", disse ela. Ela disse que a USMEF está "trabalhando duro" para desenvolver cortes alternativos que podem se adequar aos gostos dos coreanos.

Apesar do crescimento nas exportações de carne bovina na Coreia do Sul e em outros mercados asiáticos, Haggard citou o impacto relacionado às barreiras criadas por causa da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), com US$ 14 bilhões em perdas comerciais representando um dado conservador.

Entre os desafios está a retomada da participação de mercado que a Austrália acabou abocanhando. Ele disse que a Austrália está aumentando seus esforços para manter o crescimento que apresentou durante a ausência da carne bovina dos Estados Unidos. As campanhas de marketing australianas, por exemplo, enfatizaram a falta relativa de capacidades de rastreabilidade nos Estados Unidos.

Haggard disse que acredita que a falta de capacidade de rastreabilidade nos Estados Unidos tem sido um fator de influência nas restrições aos acessos e aceitação dos consumidores, especialmente na China e em Hong Kong, apesar de dizer que a rastreabilidade não tem sido um fator de impedimento nos acordos comerciais de carne bovina. A rastreabilidade não significa prevenção de EEB, disse ele, mas o ponto é que os países estão dizendo "Você teve um caso de EEB, você tem rastreabilidade?".

"Em Hong Kong e China, essa será uma área onde teremos que nos engajar para aumentar nosso acesso", disse Haggard.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"

[01/07/2010]

Argentina reduz o número de animais confinados


A falta de animais já está sendo sentida nos estabelecimentos de engorda da Argentina, onde a ocupação está em 60% da capacidade, contra 82% do ano passado.

O mês de junho é um dos de mais alta atividade nos estabelecimentos de engorda argentinos, porque o frio reduz a produção de alimento nos campos e os produtores optam por vender seus bezerros ou usar o serviço dos confinamentos.

Porém, a redução do rebanho da Argentina, da ordem de 10%, segundo os últimos dados publicados pelo Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), é o primeiro fator da baixa na ocupação, que caiu em mais de 27% com relação ao ano anterior. Um segundo motivo da desocupação dos estabelecimentos de engorda é o aumento do preço dos bezerros que os confinamentos adquirem para engordar. Há um ano, os valores do gado tinham disparado e obter capital de trabalho era mais fácil. Porém, comprar um bezerro custa hoje mais que o dobro que há 12 meses, segundo cotações publicadas no Mercado de Liniers, onde a média atual está em 7,4 pesos (US$ 1,87) por quilo do animal.

Em paralelo, em abril, o Governo argentino retirou o sistema de compensações que vinha pagando ao setor de confinamento desde o começo de 2007, porque entendeu que os aumentos do preço de venda do gado gordo tornavam o negócio rentável.

O presidente da Câmara Argentina de Engordadores de Gado Bovino (Caehv, sigla em espanhol), Juan Carlos Eiras, concorda com isso. No entanto, o problema, segundo ele, são os subsídios que o Governo está devendo, com um atraso médio de dez meses. Nos três anos de vigência das compensações a esse setor, a Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA) pagou aos confinadores 1,653 bilhões de pesos (US$ 419,82 milhões).

Sem subsídios, é inevitável que o negócio seja menos atrativo para os engordadores, porque o gasto em alimento fica completamente em suas mãos até o animal estar terminado e pronto para ser colocado no mercado.

Apesar dessa situação, a Caehv analisa que não houve uma saída massiva de empresas do negócio, mas sim, que a quantidade de empresas registradas como estabelecimentos de engorda - que rondam os 1.500 no país - se manteve no ano. Desse total, aproximadamente 900 receberam compensações alguma vez. Essas e outras que jamais chegaram a receber os pagamentos se mantêm no negócio esperando os pagamentos dos subsídios atrasados.

Em paralelo, as chuvas que vêm melhorando a situação das terras em várias regiões fazem com que os produtores tenham conseguido manter mais gado em suas fazendas, fornecendo seu próprio alimento sem ter que recorrer ao confinamento.

Contudo, antecipam que a queda da quantidade de cabeças totais e da ocupação dos estabelecimentos de engorda se transferirá ainda mais às gôndolas. Segundo a Câmara da Indústria de Carne da Argentina, a menor disponibilidade de gado que aumentou os preços da carne desde dezembro reduziu o consumo por habitante em 20% no primeiro quadrimestre de 2010.

Em 30/06/10:
1 Peso Argentino = US$ 0,25398
3,93004 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)


A reportagem é do El Enfiteuta, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[24/06/2010]

EUA:cresce número de animais confinados


O número de bovinos em estabelecimentos de engorda com capacidade de 1.000 cabeças ou mais nos Estados Unidos totalizou 10,5 milhões de cabeças em 1 de junho ou seja, 1% a mais que em 1 de junho de 2009, de acordo com o Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS, da sigla em inglês) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês). As colocações em estabelecimentos de engorda durante o mês de maio totalizaram 2,02 milhão, 23% a mais que em 2009.

"O recente aumento nas colocações implica no aumento da disponibilidade de gado no final do ano", de acordo com o CME Group. "Para o momento, entretanto, as ofertas de gado gordo pronto para o mercado permanece escassa".

O especialista em extensão e comercialização de bovinos da Universidade do Estado de Oklahoma, Derrell Peel, concorda. Em uma análise do relatório do USDA, ele disse que o aumento nas colocações de gado em estabelecimentos de engorda veio depois de meses de redução nos estoques nesses estabelecimentos. "Após dois meses de grandes colocações, provavelmente veremos menos colocações até que os animais que estavam a pasto no verão estejam disponíveis no outono".

Peel previu uma contínua pressão sazonal nos preços do gado gordo até o Dia do Trabalho (primeiro de setembro nos Estados Unidos) com uma recuperação esperada no quarto trimestre do ano, adicionando que o quanto os preços cairão dependerá da demanda. A demanda por carne bovina caiu bastante no mês passado, disse ele, mas parece estar estabilizando.

O USDA reportou que as comercializações de gado gordo durante maio totalizaram 1,87 milhão, 4% a menos do que em maio de 2009 e o menor nível para o mês de maio desde que a série começou a ser registrada em 1996.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[16/06/2010]

Exportações de couros crescem quase 80% até maio


As exportações brasileiras de couros somaram US$ 714 milhões no acumulado dos cinco meses deste ano, registrando um aumento de 79% em relação ao período de janeiro a maio de 2009. O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior.

"O valor exportado em maio, de US$ 158 milhões, demonstra um crescimento menor das vendas externas de couros, de 1% abaixo do registrado no mês de abril, o que significa que os exportadores estão enfrentando dificuldades para qualquer novo reajuste de preços" avalia o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich.

Em sua opinião, o mercado internacional, principalmente nos tipos de couros que concorrem diretamente com o produto nacional, entrou em uma nova fase de baixa. A retração é explicada pela ocorrência de novos problemas financeiros internacionais, desta vez com foco na crise da União Europeia, confirmando que a futura evolução e conseqüências nos principais mercados consumidores são imprevisíveis.

"Dessa forma, caso não ocorram mudanças na exportação quantitativa e já considerando uma acomodação de preços, estimamos embarques mensais entre US$ 140 milhões e US$ 150 milhões até o final deste ano", analisa o executivo.

Segundo o presidente do CICB, tal desempenho resultaria numa exportação total em 2010 ao redor de US$ 1,75 bilhão, valor 51% superior ao do ano passado, quando o Brasil exportou US$ 1,16 bi, mas ainda 7% abaixo das exportações de US$ 1,88 bilhão em 2008.

Outras medidas também podem estimular a reação da indústria curtidora, a exemplo da criação de linhas de crédito para suprir o capital de giro das empresas, política em que o governo pode prestar contribuição determinante.

Na análise de Wolfgang Goerlich, a estratégia fundamental neste processo de recuperação seria a criação de linhas de créditos para capital de giro pelo Banco do Brasil e BNDES, a adequação de prazos e encargos de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio), e a reedição do Revitaliza, além de agilização nos ressarcimentos de créditos de exportação e autorização da compensação automática de créditos fiscais.

As informações são do CICB, resumidas e adaptadas pela Equipe Beefpoint.


Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[14/06/2010]

EUA: Economia pode prejudicar demanda por carne



A instabilidade econômica dos Estados Unidos poderá ser prejudicial para os produtores de carne bovina. A melhora nos preços do gado restaurou os lucros dos produtores de carne nessa primavera após pelo menos dois anos de perdas. Se esses altos preços continuarem, prejudicarão bastante a demanda, disseram economistas, e os sinais recentes não são muito encorajadores.

O crescimento nos empregos no mês passado foi menor do que o esperado e o desemprego nos Estados Unidos, de 9,7%, permanece próximo ao nível mais alto dos últimos 27 anos. Já se esperava que o consumo de carne bovina do país nesse ano caísse para um nível próximo do mais baixo dos últimos 60 anos e a lenta economia está aumentando as dúvidas sobre a disponibilidade dos consumidores de pagarem mais caro pela carne bovina, ao invés de comprarem carne de frango, que é mais barata, disseram analistas.

"A história consistente até agora é de demanda mais fraca do que o esperado", disse o professor assistente de produção animal e comercialização de carnes da Universidade do Estado de Kansas, Glynn Tonsor. "Em curto prazo, não prevejo notável reversão dessa tendência multi-anual".

No mês passado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório mensal de Oferta e Demanda, cortou sua projeção para o consumo de carne bovina dos Estados Unidos em 2010 para 26,89 quilos por pessoa com relação à estimativa anterior, de 27,07 quilos. Esse dado revisado é 3,1% menor do que o de 2009 e deverá ser o menor consumo per capita desde 1952, de acordo com dados do USDA.

Dentre as principais carnes, a demanda de carne bovina é a mais sensível às tendências de emprego e renda familiar, disse Tonsor. "A atual fraqueza na demanda por carne bovina está, em grande parte, relacionada às menores rendas dos consumidores". Com muitos norte-americanos ainda desempregados, haverá menos renda disponível para compra de carne bovina.

Dados recentes confirmam essas previsões do USDA. Durante as quatro semanas que terminaram em 25 de abril, as vendas de carne bovina no varejo dos Estados Unidos totalizaram 144 mil toneladas, 2,3% a menos que no mesmo período de 2009, de acordo com a FreshLook Marketing Group. Em termos de valor, as vendas aumentaram em 0,1%, para US$ 1,18 bilhão. Em comparação, as vendas de carne de frango durante o período aumentaram em 2% em volume e em 1,3% em valor.

Os preços atacadistas da carne bovina aumentaram para valores próximos aos mais altos dos últimos dois anos em maio à medida que o pico da demanda no verão se aproxima. "Todos estavam esperando que as vendas de carne bovina no Memorial Day indicariam as vendas no resto do verão", disseram os analistas Steve Meyer e Len Steiner. Embora as vendas antes do Memorial Day tenham sido boas, como era esperado, os analistas disseram que "o que vem desapontando é a continuação do negócio. Parece para nós que, uma vez que as atrações do Memorial Day acabarem, os varejistas voltarão aos itens mais baratos de carne".

"A recessão pode ter acabado no papel, mas muitas pessoas continuam lutando com suas dívidas e menores valores de propriedades", disseram Meyer e Steiner. "Do lado da demanda, as coisas não parecem estar tão boas como alguns esperavam".

Embora os preços futuros tenham caído com relação aos picos atingidos em abril e maio, mais declínios nos preços podem ser limitados por causa da redução no estoque de animais. O número de bovinos confinados no começo de maio caiu para o mais baixo dos últimos seis anos.

A reportagem é da Drovers, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[29/05/2010]

Rússia suspende compra de carne bovina de 8 frigoríficos brasileiros


São Paulo - A Rússia suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de oito unidades frigoríficas do Brasil, sendo três pertencentes à JBS Friboi e três da Marfrig Alimentos. A informação foi publicada nesta quinta-feira, 27, no site do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário da Rússia na internet e confirmada pelo Ministério da Agricultura do Brasil, que recebeu nesta quarta notificação das autoridades russas.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, a Rússia não aponta problemas sanitários para a restrição, mas diz apenas que os frigoríficos não estão completamente adequados às exigências impostas por aquele país para importação de carne bovina, sem especificar quais são elas.

Ainda segundo a assessoria do ministério, o comunicado do governo russo informa que, das 29 unidades visitadas durante a última missão ao País, oito tiveram as compras suspensas.

As unidades da JBS que integram a lista estão localizadas em Andradina (SP), Maringá (PR) e Pedra Preta (MT). Já as unidades da Marfrig estão em Capão do Leão (RS), Paranatinga (MT) e Promissão (SP). Também foram interrompidas as importações dos frigoríficos Rodopa, em Santa Fé do Sul (SP), e do Riosulense, em Rio do Sul (SC).

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), Otávio Cançado, reclamou da falta de clareza da Rússia na interrupção das compras de alguns frigoríficos brasileiros. "Essa falta de transparência nos remete imediatamente a uma medida protecionista sem embasamento sanitário técnico", disse.

Fonte: "Diário do Sudoeste - Sudoeste Agropecuário."

Segundo Manoel Lustosa Martins Neto:
"É Importante que o governo brasileiro procure saber qual é o real motivo dessa suspensão!
Ao mesmo tempo, busque mercados alternativos ajudando dessa maneira o setor; ja bastante sacrificado.
Finalizo."




[31/05/2010]

Japão chega a 200º caso de aftosa


O surto sem precedentes de febre aftosa no Japão chegou a seu 200º caso nessa semana (em 24 de maio), todos confinados na Província de Miyazaki (localizada na região de Kyushu, sul do Japão).

À medida que veterinários e funcionários locais trabalham para conter a doença, a indústria de carne bovina do Japão está monitorando de perto os destinos dos 49 touros Wagyu bem valorizados que o Ministério da Agricultura japonês tem aconselhado a Província de Miyazaki a abater.

Miyazaki é conhecida por seus touros Wagyu de qualidade premium, distribuindo sêmen cuidadosamente processado, touros de alta performance para outras regiões produtoras de gado no Japão. O Governo concluiu que os touros precisam ser abatidos, após a descoberta de febre aftosa no centro de melhoramento pecuário onde estavam os animais.

Enquanto isso, não tem sido percebido um impacto no consumo de carne bovina ou na oferta no mercado japonês por causa do surto de aftosa. O período do final de maio até o final de junho é tradicionalmente de menor consumo. Isso tem sido acentuado nesse ano por causa dos menores gastos dos consumidores derivados da crise econômica. Apesar disso, o comércio vem monitorando as tendências de consumo, com alguns antecipando um potencial impacto nas atitudes dos consumidores se a doença continuar se disseminando.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


28/05/2010]

País livre de aftosa com vacinação é a meta do Mapa



"Vamos ampliar a parceria com a Bolívia e o Paraguai na região de fronteira para alcançarmos a meta de País livre de febre aftosa com vacinação, até o fim deste ano. Além disso, vamos desenvolver ações na fronteira com a Venezuela". A declaração é do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Francisco Jardim, que considera a erradicação da doença, em todo o País, uma das prioridades para 2010.

O secretário participou, nesta quinta-feira (27), da abertura da 2ª Conferencia Nacional sobre Defesa Agropecuária, em Belo Horizonte/MG. No encontro, Jardim disse, ainda, que o trabalho da Secretaria de Defesa Agropecuária é transmitir segurança à população. "É necessário descentralizarmos processos e investirmos no profissional que está na ponta. Para isso, vamos incrementar as capacitações", enfatizou.

A 2ª Conferencia Nacional sobre Defesa Agropecuária segue até o próximo sábado (29). Na ocasião, serão debatidos temas como saúde animal, sanidade vegetal, controle de resíduos e contaminantes, agrotóxicos e a inserção do Brasil no mercado internacional. A expectativa é que 1,5 mil pessoas participem das palestras durante o evento.

Parceria Mapa/CNPq

Até o final de 2011, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai investir R$ 105,5 milhões em projetos de defesa agropecuária pelo programa Mais Ciência, Mais Tecnologia. A iniciativa, iniciada há dois anos em parceria Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq), é focada na estruturação de redes de pesquisa, desenvolvimento de estudos científicos e na capacitação de técnicos em áreas como inspeção animal e vegetal, explica o diretor da Área Vegetal do Mapa, José Guilherme Leal.

Leal destacou o treinamento de 60 fiscais federais agropecuários para realização de auditorias; a adoção de um sistema informatizado para apoio ao Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) e a criação de centros colaboradores de pesquisa na área de sementes. "Temos 374 projetos incluídos no programa, que beneficiarão o agronegócio brasileiro, ao gerar tecnologias para o desenvolvimento das ações voltadas à sanidade agropecuária", enfatiza Leal.

A meta do programa, conclui o diretor do Mapa, é incluir as demandas de defesa agropecuária na agenda da comunidade acadêmica e fortalecer o vínculo desses profissionais com os serviços oficiais de sanidade animal e vegetal.

As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[10/05/2010]

Agronegócio divide opiniões entre Serra e Dilma


Os dois principais pré-candidatos à Presidência, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), cumpriram nos últimos dias uma intensa agenda no mundo do agronegócio. Procuraram mostrar intimidade com o setor e apresentar propostas capazes de atender às demandas dos produtores. Essa não é, porém, uma tarefa fácil para os dois - nem para qualquer outro candidato.

Ao contrário do que parece à primeira vista, existem expectativas bem distintas neste setor, que responde por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto e garante, há alguns anos, que a balança comercial feche no azul. A insegurança jurídica no campo, que envolve questões relacionadas a leis ambientais e trabalhistas e até mesmo a propriedade da terra, é um tema muito presente nos encontros com agricultores e pecuaristas das regiões Sudeste e Sul do País. No meio dos produtores do Centro-Oeste e das regiões de fronteira agrícola, ao Norte do País, porém, o foco principal das conversas continua sendo a falta de logística, que encarece custos e reduz a competitividade brasileira no exterior.

Isso faz com que o tucano e a petista, que visitaram há pouco as principais feiras agropecuárias do País, a Agrishow em Ribeirão Preto (SP) e a Expozebu em Uberaba (MG), sejam avaliados de maneira distinta, de acordo com a região do País. Em São Paulo, o produtor de café e pecuarista Luiz Hafers, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, considerou positiva a atuação de Serra em relação ao agronegócio, durante o governo estadual, por três razões, listadas por ele nessa ordem: "Cumpriu com rigor a lei no caso de invasões de terras, fez estradas vicinais e se declara contrário à política de valorização do real que afeta a competitividade do agronegócio exportador".

Já nas áreas de fronteira agrícola do Centro-Oeste, onde os produtores enfrentam problemas maiores de infraestrutura e o endividamento é alto, verifica-se maior receptividade à política atual do governo federal. Quem capitaliza isso é a candidata indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi ministra de Minas e Energia e é apresentada como a mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Dilma entende de logística", afirma Eraí Maggi Scheffer, de Rondonópolis (MT), um dos maiores produtores de grãos do País. Na opinião de agricultores da região, boa parte das obras de infraestrutura que começaram a andar no Centro-Oeste têm a mão da pré candidata.

No Sul e Sudeste, regiões mais bem servidas em termos de infraestrutura e com menores custos de logística, ouve-se com maior frequência comentários de preocupação em relação ao passado da ex-ministra, quando era ligada à esquerda radical. "Dilma preocupa mais, embora o atual governo tenha ajudado a agricultura familiar", afirma o produtor Ricardo Ghirghi, que cultiva 1,6 mil hectares no interior de São Paulo e 1 mil hectares com soja no Piauí. A preocupação do produtor diz respeito às invasões do MST e à questão ambiental. Na opinião de Hafers, ambientalistas que são mais contrários ao capitalismo do que a favor do meio ambiente encontram maior receptividade na pré candidata.

Isso explica o fato de Dilma estar realizando, desde antes de ser oficialmente apresentada como pré-candidata, verdadeira peregrinação pelas regiões onde a agricultura e pecuária estão consolidadas. Em junho do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou em Londrina, região tradicional de grãos do norte do Paraná, o plano de safra 2009/2010, a melhor parte do pacote, que era o aumento no volume de crédito, não foi anunciada nem pelo presidente Lula nem pelo ministro da Agricultura Reinhold Stephanes.

Rogério Baggio, que tem 5 mil hectares em Paranavaí (PR) ocupados com soja, milho, laranja, pecuária e cana-de-açúcar, diz que cada pré candidato tem de mostrar seu plano. Para ele, o mais importante é a redução de tributos: "Quero saber qual imposto eles vão diminuir".

O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Sawaya Jank, observa que, nos últimos 20 anos, houve uma mudança radical nas principais reivindicações do agronegócio. "Antes tudo se resumia a crédito, preço mínimo e política de intervenção do governo", lembra. Hoje, o maior problema seria a insegurança jurídica, segundo a análise de Jank.

Uma das principais preocupações do setor envolve o Código Florestal - especialmente a questão das reservas florestais que devem ser obrigatoriamente mantidas nas propriedades, sob pena de multas aplicadas diariamente. "A interpretação retroativa que vem sendo dada à reserva legal tem o potencial de comprometer 3,7 milhões de hectares de terras férteis cultivadas há mais de um século no território paulista, representando perdas de receita de R$ 5,6 bilhões ao ano e aumentos exponenciais nos custos de produção e no preço da terra", diz Jank. Segundo o presidente da Unica, Serra tem dito que vai resolver esse problema em seis meses e Dilma ainda não se posicionou sobre a questão.

A matéria é de Márcia De Chiara, publicada no jornal O Estado de São Paulo, adaptada pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[07/05/2010]

Plano Agrícola e Pecuário pode destinar até R$ 120 bi


O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse nesta quarta, dia 5, que o Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, a ser lançado em junho, pode ter até R$ 120 bilhões para apoiar os agricultores brasileiros. Segundo ele, somente para a agricultura empresarial devem ser destinados cerca de R$ 100 bilhões. "Os recursos totais devem ficar entre R$ 115 bilhões e R$ 120 bilhões. Vai depender de quanto será destinado à agricultura familiar", afirmou Rossi.

Na safra 2009/2010, o governo disponibilizou R$ 108 bilhões aos produtores rurais, sendo R$ 93 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 15 bilhões para a familiar. Do total, cerca de R$ 65 bilhões foram liberados entre julho e março deste ano, faltando 3 meses para o fim da safra, de acordo com dados do Ministério da Agricultura divulgados nessa terça, dia 4.

Em entrevista no mês passado, Rossi disse que o próximo plano agrícola trará mais linhas de crédito destinadas ao médio produtor, além da ampliação do limite de renda para fins de enquadramento nos programas de financiamento. Na safra 2009/2010, apenas R$ 5 bilhões se destinam a esse grupo, por meio do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural). No ciclo anterior, foram R$ 2,9 bilhões.

As informações são da Agência Brasil, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[02/02/2010]

EUA: oferta de bovinos deve continuar declinando


Durante 2010, as ofertas de bovinos nos Estados Unidos deverão declinar mais 1% a 1,5%, informou o diretor executivo da Cattle-Fax, Randy Blach, na Convenção da Indústria Pecuária 2010 em San Antonio, Texas, no dia 29 de janeiro. A demanda por carne bovina no país deverá continuar impactada pela economia fraca e grande desemprego, disse ele.

Entretanto, 2010 "deverá ser um ano melhor para a indústria de carne bovina", disse ele, com as exportações devendo aumentar e os abates totais de gado gordo devendo cair. "A demanda continua sendo o maior desafio da indústria de carne bovina em 2010. Apesar da situação da oferta indicar alta de preços, a demanda precisa se estabilizar para que os preços fiquem significantemente maiores".

Os abates totais de gado gordo deverão cair em 2% em 2010 e os abates totais de vacas deverão declinar em quase 9%. Os pesos médios das carcaças deverão aumentar levemente e a produção de carne bovina deverá cair em 2,8%. As ofertas per capita líquidas de carne bovina deverão cair em 4% devido ao aumento inesperado nas exportações de carne bovina e menor produção.

As exportações de carne bovina em 2010 deverão aumentar em cerca de 8% com relação a 2009. As exportações de carne bovina dos Estados Unidos deverão aumentar esse ano para a Coreia do Sul e, em menor extensão, ao Japão e ao Vietnã.

A produção de milho dos Estados Unidos deverá declinar, à medida que a oferta de milho do país foi estimada em um recorde de 14,83 bilhões de bushels para o ano comercial de 2009/10. As ofertas de soja do país deverão aumentar em 10% comparado com o ano anterior - o segundo maior nível registrado, enquanto a área plantada de soja deverá ser de quase 79 milhões de acres.

Os preços futuros spot do milho deverão ficar em média em US$ 3,75 por bushel em 2010, quase o mesmo nível de 2009. A combinação de maiores colheitas de soja e milho, bem como um forte declínio na área plantada de milho, tem reduzido a necessidade de uma batalha por área nessa primavera.

A reportagem é do MeatPoultry.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[05/01/2010]

Milho deve ter preços mais altos em 2010


Na avaliação de Leonardo Sologuren, da consultoria Céleres, os produtores de milho iniciam 2010 com perspectivas de preços melhores. Esse cenário positivo se deve aos estoques menores e às perspectivas de aumento nas exportações.

As exportações de milho em 2009 ficaram abaixo das expectativas iniciais e somaram 7,8 milhões de toneladas, segundo dados divulgados ontem pela Secex. Já as deste ano, devido a uma exportação menor dos Estados Unidos, podem atingir 8,5 milhões de toneladas, segundo Sologuren.

Mas, se as exportações estavam em ritmo lento em 2009, elas se recuperaram no final, somando 3,2 milhões de toneladas no último trimestre. Em 2009, as receitas ficaram em US$1,28 bilhão, um pouco abaixo do US$1,32 bilhão de 2008, conforme a Secex.

Os preços internos do milho devem ter uma recuperação e os produtores nacionais estão apostando muito na safrinha. Além disso, o Brasil deverá substituir os EUA em alguns mercados devido à menor produção com os problemas climáticos no final de colheita por lá.

A matéria é de Mauro Zafalon, publicada na Folha de S. Paulo, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[28/12/2009]

Uruguai: aumenta o consumo interno de carne


A estabilidade dos preços e uma maior oferta de cortes de alta qualidade no mercado interno levaram ao crescimento do consumo de carne bovina no Uruguai para 57 quilos por habitante por ano, dos cerca de 53 quilos em 2008.

Esse consumo é dos mais altos já registrados e está muito próximo dos elevados consumos verificados em 2000 (59,2 quilos) e 2001 (58,4 quilos), anos em que o país registrou suas epidemias de febre aftosa que reduziram os mercados de exportação parcial ou totalmente.

"Aumentou muito a qualidade da carne nessa última década", disse o presidente do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), Luis Alfredo Fratti e, como prova, menciona a quantidade de cortes a vácuo que hoje é encontrada nos grandes supermercados e açougues.

Por outro lado, Fratti disse que hoje os frigoríficos estão mirando mais o mercado interno e que se nota a maior participação das indústrias nesse segmento. "Acabou aquilo de que o mercado interno subsidiava a exportação. O consumidor uruguaio está pagando hoje o preço correspondente pela carne, mas é um produto com a mesma qualidade que o produto voltado à exportação. Há vários frigoríficos exportadores que estão achando atraente participar do abastecimento".

Entre os grandes avanços a nível de mercado local em benefício dos consumidores registrados em 2009, Fratti destacou o decreto que regula a quantidade de gordura que deve conter a carne moída e as medidas (de redução do imposto sobre valor agregado) tomada com certas carnes, favorecendo o consumo.

Não se deixou de exportar por mais que tenha crescido o consumo interno. As exportações de carne do Uruguai serão levemente superiores em volume às de 2008, mas o que é mais importante, a carne uruguaia se valorizou mais no mundo. O ano fechará com uma venda ao exterior de 385.000 toneladas, frente às 376.000 toneladas exportadas no ano passado.

Segundo dados do INAC, o preço médio da tonelada fechará em cerca de US$ 2.470. A média de 2009 está em mais de US$ 300 acima da média de 2007, que foi de US$ 2.140. Segundo Fratti, desde a saída da crise gerada pela epidemia de febre aftosa, a média de exportação de carne uruguaia aumenta entre US$ 100 e US$ 200 por tonelada por ano (peso carcaça).

O vice-presidente da Associação de Frigorificos Habilitados para o Mercado Interno, Carlos Pagés Pineda, disse que o consumo interno cresceu porque "há crise no mundo e o mercado interno atenuou seu impacto, sustentando os preços da carne em níveis razoáveis".

Durante o segundo semestre do ano, os frigoríficos industrializaram mais carne que durante os primeiros seis meses do ano, acompanhando a expansão da demanda.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[01/12/2009]

Governo argentino habilitou outra parte da cota Hilton


O Governo da Argentina habilitou outro adiantamento de 2.800 toneladas (10%) da cota Hilton do ciclo de 2009/10, assim como tinha dito que faria. Por meio da resolução 77/09, da Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA) - publicada no Boletim Oficial - autorizou-se a liberação de outros 10% da cota anual de 28.000 toneladas de cortes de alto valor com destino à União Europeia (UE).

O primeiro adiantamento de 10% da cota, que já deveria ter sido assinado há quatro meses e meio - foi habilitado em meados de setembro passado para ser efetivado em 30 de outubro. Nessa distribuição, a Secretaria de Comércio Interior deixou de fora muitas associações de produtores, algumas das quais ameaçaram iniciar uma causa judicial contra o Estado nacional. Por esse motivo, o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, dessa vez decidiu tomar certos cuidados.

A resolução 77/09 da ONCCA é praticamente igual à resolução 7531/09, por meio da qual foi habilitado o primeiro adiantamento de 10% da cota Hilton. No entanto, no momento de definir os requisitos para ter acesso à essa mini-cota, a resolução 77/09 estabelece alguns aspectos adicionais que não estavam contemplados na outra resolução, como a obrigatoriedade de "possuir uma ou mais plantas com habilitação vigente para exportar à UE e autorizar a titularidade das mesmas".

No que diz respeito aos empreendimentos exportadores dos produtores ou associações de criadores, a nova norma indica que "deverão informar quais serão as firmas ou pessoas que atuarão como exportadoras, indicando sua razão social, domicílio e dados de inscrição na Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP)".

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[30/11/2009]

China pressiona Brasil por maior abertura de mercado


O vice-ministro de Comércio da China, Yi Xiaozhun, defendeu ontem o fim das barreiras e salvaguardas aos produtos chineses no mercado brasileiro e alertou que essa é uma das condições para que o Brasil também tenha acesso facilitado ao mercado chinês. "Queremos ampliar nossas exportações ao Brasil e esperamos ver uma solução para a questão das barreiras", disse.

Nos dez primeiros meses de 2009, a China foi o maior destino das exportações nacionais. O volume chegou a US$ 17,7 bilhões, bem acima dos US$ 12,8 bilhões comprados pelos Estados Unidos.

Ontem, o governo chinês insistiu que está na hora de o Brasil comprar mais produtos de Pequim, inclusive agrícolas, se quiser garantir que a soja e as carnes brasileiras tenham um melhor acesso ao mercado chinês.

"O Brasil precisa comprar mais legumes e pescados da China", afirmou o vice-ministro de Agricultura, Nyu Dun. O recado das autoridades chinesas é claro: o comércio é recíproco e o Brasil não pode esperar maior acesso ao mercado chinês enquanto ficar adotando barreiras contra os produtos de Pequim.

Na reunião da OMC que começou neste fim de semana em Genebra, a China avisou que não aceitará que governos tratem da variação do câmbio no encontro ministerial. Pequim está sendo pressionada a flexibilizar sua moeda e é acusada de manipular para garantir maiores exportações. No final de 2009, a China deve se estabelecer como a maior exportadora do mundo, superando a Alemanha e Estados Unidos.

Mas em Washington, Bruxelas e mesmo nos países emergentes, a pressão aumenta contra o comportamento dos chineses.

"Queremos estabilidade no câmbio", defende o embaixador da China na OMC, Sun Zhenyu. Segundo ele, a OMC não é um lugar para tratar de câmbio. "Isso é para o Fundo Monetário Internacional (FMI)", disse. Outros governos insistem que a variação cambial afeta o comércio de forma mais importante que as tarifas. "Temos de falar de câmbio. Não há como escapar desse assunto", alerta Nestor Stancanelli, negociador-chefe de Buenos Aires. A Índia e outros também querem tratar do assunto.

A matéria é de Jamil Chade, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[25/11/2009]

Uruguai: cresce volume de carne bovina exportada


As exportações de carnes, miúdos e derivados do Uruguai somaram US$ 1,032 bilhão, contra US$ 1,328 bilhão exportados no mesmo período do ano anterior (1 de janeiro a 14 de novembro), o que mostra uma queda de 22,3% em valor. A carne bovina representou 80% do total exportado, enquanto a participação da carne ovina foi de 6%.

Com relação à carne bovina, as exportações expressas em peso com osso foram de 336.064 toneladas, contra 326.605 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior, o que denota um aumento de 2,89%. Os principais compradores, tomando como blocos econômicos ou países individuais em ordem de importância, foram Rússia, União Europeia (UE), Nafta, Mercosul e Israel, concentrando 76% do total.

Em valor, as exportações de carne bovina do Uruguai no período foram de US$ 829,457 milhões, contra US$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2008 (-24,65%). Os principais mercados de exportação, em valor, foram UE, Nafta e Mercosul, junto com a Rússia e Israel, que representaram 80% do valor exportado.

O número de cabeças abatidas nos estabelecimentos habilitados a nível nacional foi de 1.988.478, correspondendo a 52% de vacas e 45% de novilhos.

Os dados são do INAC (www.inac.gub.uy), traduzidos e adaptados pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[30/10/2009]

Argentina: exportação atinge nível recorde em setembro


As exportações de carne da Argentina seguem registrando um nível recorde. Em setembro, foram exportadas 58.204 toneladas contra 42.704 e 44.866 toneladas no mesmo mês de 2008 e 2007, respectivamente.

No terceiro trimestre, as exportações de carnes, de acordo com o Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), foram de 167.643 toneladas, 52% a mais que no mesmo período de 2008 e 18% a mais que no trimestre de julho a setembro de 2007.

A alta foi impulsionada pelo crescimento das colocações de cortes não Hilton (resfriados e congelados), que em setembro foram de 40.695 toneladas contra 28.144 e 24.943 toneladas no mesmo mês de 2008 e 2007. A alta das vendas de cortes frescos foi parcialmente compensada pelo fechamento virtual das exportações de cortes Hilton (aplicado pelo Governo ao não distribuir a cota nesse período). Essa mesma política foi implementada no terceiro trimestre de 2008, enquanto que em 2007, foram exportadas 5.847 toneladas de cortes Hilton com destino à Europa.

Esses dados mostram que a demanda internacional de proteínas animais começou a se recuperar de maneira significativa a partir do segundo semestre de 2009. O motor da demanda foi o mercado russo, que nos primeiros nove meses de 2009 importou cortes bovinos frescos argentinos por um volume de 101.171 toneladas, equivalente a 39% das vendas totais desse produto no período. Em seguida vieram Chile (com 30.587 toneladas), Israel (24.776 toneladas) e Venezuela (18.343 toneladas).

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[27/10/2009]

Austrália: confinamento cresce 17% no último trimestre


O número de bovinos australianos confinados durante o último trimestre do ano (julho a setembro) aumentou em todos os estados do país comparado com o mesmo período do ano anterior, à medida que os menores preços dos grãos e dos animais ofereceram um alívio ao fraco cenário de exportação e ao aumento do dólar australiano. Nacionalmente, 743.052 cabeças estavam em estabelecimentos de engorda no trimestre, 17% a mais que no mesmo período do ano anterior, mas estável com relação ao trimestre anterior (abril a junho).

Embora os menores custos tenham ajudado no aumento dos números de animais confinados, com os preços dos grãos caindo de 15-41% com relação ao ano anterior e os preços do gado ficando em média 3% mais baratos, a demanda e os preços por carne bovina de animais alimentados com grãos continuam sendo limitados pelas más condições econômicas no Japão, juntamente com o maior dólar australiano. Embora o volume de exportações de carne bovina de animais confinados ao Japão em setembro tenha permanecido estável com relação ao ano anterior, em 39.800 toneladas, os retornos de exportação das carnes resfriadas ficaram em média 12% menores.

Refletindo as más condições de exportação, houve uma transferência de gado confinado em direção aos mercados domésticos, com 30,6% dos animais confinados indo para o mercado doméstico comparado com 25,9% em setembro de 2008.

A capacidade dos estabelecimentos de engorda aumentou para um recorde de 1,27 milhão de cabeças no trimestre, um aumento de 100.000 cabeças com relação ao mesmo período do ano anterior.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[22/10/2009]

Publicação mostra o agronegócio no contexto mundial


O desempenho do agronegócio brasileiro no contexto mundial, as exportações por produtos e mercados e a participação de destaque do País junto aos principais importadores agrícolas são algumas das informações reunidas na nova edição do Intercâmbio Comercial do Agronegócio - Principais Mercados de Destino. A publicação, lançada nesta quarta-feira (21), é uma iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) e da Assessoria de Comunicação Social (ACS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Intercâmbio Comercial do Agronegócio mostra que os produtos agropecuários do País vêm conquistando cada vez mais mercados em todo o mundo e que o crescimento médio anual das vendas externas superior a 20%, nos últimos anos, é consequência do aumento da presença brasileira no mercado mundial de 4,8%, em 2000, para 6,7% em 2007.

São detalhados os 30 mercados de maior expressão para os produtos do agronegócio brasileiro, englobando os temas sanitários e fitossanitários com cada país, além do regime tarifário para os vinte principais produtos agrícolas exportados. Importante fonte de consulta para agentes do agronegócio, profissionais de comércio exterior e estudantes, a publicação permite, ainda, identificar oportunidades de exportação por mercado.

Para acessar o formato digital do livro, clique aqui.

Salvar o PDF que está na pasta de hoje.

As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[20/10/2009]

Chile e UE negociam cotas para exportação de carne


No marco da reunião anual entre Chile e União Europeia (UE), ambas as partes continuam com as discussões sobre a ampliação das cotas para exportações chilenas de carnes vermelhas ao mercado comunitário e sobre as exigências europeias de denominação de origem de produtos agrícolas.

O subsecretário de Relações Exteriores do Chile, Alberto Van Klaveren, disse ao término do VII Comitê de Associação a UE e o Chile que "há sinais bastante positivos" e se mostrou otimista quanto à possibilidade de essas negociações poderem gerar bons frutos em breve.

O Chile busca uma melhor entrada de seus produtos agrícolas no mercado europeu e, em especial, aumentar a cota para as exportações de carnes vermelhas. "Temos conseguido um acesso muito satisfatório, mas sempre se pode melhorar".

O subsecretário da Agricultura, Reinaldo Ruiz, disse recentemente que pretende aumentar as exportações de carne bovina ao mercado europeu de 1.550 toneladas anuais para até 5.000 toneladas por ano.

A reportagem é da agência EFE, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[19/10/2009]

Consumo de carne bovina do Japão caiu 9% em agosto


O consumo de carne bovina no Japão durante o mês de agosto caiu em 9% com relação ao ano anterior, para 64.210 toneladas (equivalente sem osso). Embora o consumo de carne bovina doméstica no Japão permaneça estável em 27.577 toneladas (1% a mais que em agosto de 2008), o consumo de carne bovina importada caiu em 15% com relação ao ano anterior, para 36.633 toneladas, de acordo com dados divulgados pela Corporação de Indústrias Agrícolas e Pecuárias.

A quantidade de carne bovina distribuída no mercado está correlacionada à produção e às importações durante o mês. A queda no consumo de carne bovina importada em agosto foi em grande parte impactada por menores importações da Austrália (menos 8% com relação ao ano anterior), bem como pelos menores gastos dos consumidores e subsequentes menores vendas no setor de foodservice (maior usuário de carne bovina australiana, particularmente itens congelados).

A Austrália é o maior fornecedor de carne bovina importada pelo Japão (76% do total), seguida por Estados Unidos (14%).

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[06/10/2009]

Dólar fraco pode prejudicar margens do setor rural


A desvalorização do dólar em relação ao real voltou a assombrar o setor rural. O recuo de 10,3% na cotação da moeda americana no segundo semestre deste ano já afetou a rentabilidade das principais lavouras do país e reduzirá as margens de lucro do setor rural, interrompendo a curva ascendente das últimas duas safras.

Mesmo com a significativa redução dos custos de produção no campo, o câmbio provocará perdas nas operações de troca de grãos por reais. Os produtores também terão prejuízo ao vender a safra com dólar abaixo do período de aquisição dos insumos - sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas agrícolas. A moeda americana recuou de R$ 1,964, em 30 de junho, para R$ 1,761 ontem, segundo cálculo do Valor °Data .

Os bancos já manifestaram sua preocupação ao governo. As instituições temem uma onda de inadimplência e eventual nova rodada de rolagens de dívidas rurais. A maior parte dos produtores trabalha sem a proteção de preços ("hedge") em mercados futuros ou contratos a termo com tradings. Apenas 22% da safra de soja de Mato Grosso, estimada em 17,6 milhões de toneladas, teve venda antecipada. Normalmente, 40% da safra é vendida até setembro. Os produtores devem levar a maior quantidade de soja para a comercialização da última década.

O cenário sombrio se completa com as safras cheias nos Estados Unidos, Brasil e Argentina, além dos altos estoques nas mãos da China, principal compradora mundial de soja, e a lenta recuperação da demanda global por commodities.

O diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian, vê a tendência de estouro de uma "bolha" de R$ 50 bilhões no setor, localizada sobretudo na fatia de 30% dos produtores financiados por tradings. "Vai aprofundar a crise desse segmento, que está fora dos bancos e tem uma trava relativa. Quanto mais baixo o dólar, mais sacas têm que pagar à trading", analisa. E dá um exemplo: quem emprestou US$ 500 mil com dólar a R$ 1,90 devia 263 mil sacas de soja, mas hoje, com o câmbio desfavorável, já teria que entregar 294 mil sacas. "É um diferencial superior a US$ 2 milhões", calcula.

Maior financiador do setor rural, o Banco do Brasil ainda está otimista. "A safra ainda projeta margens positivas para liquidar financiamentos", afirma o diretor de Agronegócios do BB, José Carlos Vaz. "Agimos com mitigadores de riscos e seleção na concessão de crédito". Nos bastidores, porém, o governo avalia que a redução dos custos de produção apenas compensou a projeção de preços menores nas bolsas. Os estoques altos e o consumo estagnado forçam as cotações para baixo. "Se o dólar ficar abaixo de R$ 1,70, a safra será vendida com dólar abaixo do plantio", diz uma fonte. O governo avalia que terá que entrar "muito mais forte" na comercialização da safra em 2010. "E tem que ser na hora certa e com muito dinheiro, e não como foi neste ano". Os especialistas apontam grave falha no Plano de Safra do governo. "Tudo podia ter sido evitado. Todo mundo sabia que as tradings não voltariam, mas o governo não criou alternativas para o travamento de preços", diz André Pessôa, economista da consultoria Agroconsult. Hoje, o "hedge" futuro sairia por US$ 1 a saca, segundo ele - o que equivaleria a 5% dos US$ 21 da saca de soja.

A matéria é de Mauro Zanatta, publicada no jornal Valor Econômico, adaptada e resumida pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[01/10/2009]

Argentina exportou 35% mais carne em agosto


As exportações argentinas de carne e derivados em agosto foram de 51.586 toneladas, 35% a mais que no mesmo mês de 2008 e 2,5% a menos que em agosto de 2007, segundo dados do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa).

As exportações de cortes frescos (resfriados e congelados) seguem registrando um nível recorde: em agosto, foram 34.913 toneladas contra 25.861 toneladas e 34.132 toneladas em agosto de 2008 e 2007, respectivamente. Em julho de 2009, as exportações foram de 40.269 toneladas.

As categorias produtos processados e miúdos permanecem com vendas externas relativamente estáveis, enquanto que os envios de cortes Hilton - assim como aconteceu no mesmo bimestre de 2008 - estiveram fechados nos meses de julho e agosto desse ano.

Em agosto, os principais destinos das exportações de cortes frescos da Argentina foram Rússia (com 13.484 toneladas), Chile (com 5.996 toneladas) e Israel (com 4.027 toneladas).

Durante os primeiros nove meses de 2009, as exportações totais de produtos de carne argentinos foram de 363.547 toneladas contra 230.675 toneladas no mesmo período de 2008 (que teve muitas complicações devido ao conflito do Governo com o setor agrícola do país). Do total, 218.697 correspondem a cortes frescos (contra 131.104 toneladas de janeiro a agosto de 2008) e 101.358 toneladas correspondem a miúdos e vísceras (contra 70.308 toneladas no mesmo período de 2008).

A firmeza das exportações de cortes frescos da Argentina é um dado importante, considerando que se estima que a oferta de gado começará a registrar queda até o final de 2009 e, no caso de não haver uma contração significativa no consumo interno ou das exportações, os preços das principais categorias de gado começariam a apresentar uma alta sustentada.

De janeiro a julho de 2009, o consumo interno aparente de carne bovina na Argentina foi de 70,3 quilos por habitante por ano contra a média anual de 68,7 quilos em 2008 e 66,8 quilos em 2007, segundo dados do Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina (IPCVA).

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[29/09/2009]

EUA: produção de carne bovina caiu 4% em agosto


A produção total de carnes vermelhas dos Estados Unidos em agosto caiu levemente com relação ao ano anterior, de acordo com o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção comercial de carnes vermelhas em agosto totalizou 1,85 milhão de toneladas, enquanto em agosto de 2008 a produção foi de 1,86 milhão de toneladas.

A produção de carne bovina, de 988,83 mil toneladas, foi 4% menor que no ano anterior. Os abates de bovinos totalizaram 2,78 milhões de cabeças, 4% a menos que em agosto de 2008, mas os pesos vivos foram em média 4,08 quilos maiores que no ano passado, ficando em 586,49 quilos.

A produção de carne de vitelo totalizou 4,8 mil toneladas, 6% a menos que em agosto do ano anterior. Os abates de bezerros totalizaram 76.700 cabeças, 3% a menos que em agosto de 2008. O peso vivo médio foi 4,99 quilos menor que no ano passado, de 106,14 quilos.

De janeiro a agosto de 2009, a produção comercial de carnes vermelhas foi de 14,74 milhões de toneladas, 3% a menos que em 2008. A produção acumulada de carne bovina caiu em 3% com relação à do ano anterior e a de carne de vitelo caiu em 3% também com relação a 2008.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[28/09/2009]

Uruguai: queda de 7,8% nas exportações de carne


As exportações de carnes, miúdos e derivados do Uruguai somaram US$ 797 milhões, contra US$ 1,122 bilhão exportados no mesmo período do ano anterior (1 de janeiro a 12 de setembro), o que mostra uma queda de 29% em valor. A carne bovina representou 81% do total exportado, enquanto a participação da carne ovina foi de 6%.

Com relação à carne bovina, as exportações expressas em peso com osso foram de 259.780 toneladas, contra 281.962 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior, o que denota uma queda de 7,86%. Os principais compradores, tomando como blocos econômicos ou países individuais em ordem de importância, foram União Europeia (UE), Rússia, Nafta, Israel e Mercosul, concentrando 76% do total.

Em valor, as exportações de carne bovina do Uruguai no período foram de US$ 644,10 milhões, contra US$ 941,78 no mesmo período de 2008 (-31,6%). Os principais mercados de exportação, em valor, foram UE, Nafta e Mercosul, junto com a Rússia e Israel, que representaram 80% do valor exportado.

Os dados são do INAC (www.inac.gub.uy), traduzidos e adaptados pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[24/09/2009]

Crise gera queda de postos de trabalho no setor rural


A crise global reduziu a oferta de postos de trabalho formal no setor rural. Um diagnóstico feito para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) aponta uma redução superior a 43% na geração de novos empregos no primeiro semestre deste ano na comparação com os mesmos períodos de 2008 e 2007.

O estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, no acumulado de janeiro a junho, foram criados 128.874 postos de trabalho à economia rural. Em 2008, o setor gerou 227.030 novas vagas; em 2007, foram 238.437 novos empregos. "O desempenho mais modesto em 2009 reflete em parte os efeitos negativos da crise sobre o mercado de trabalho brasileiro", diz o estudo do Dieese.

O diagnóstico da Contag aponta alguns problemas que devem ser superados pelos trabalhadores, como a predominância do sexo masculino no trabalho assalariado rural e a tendência de substituição de trabalhadores de idade mais avançada por empregados mais jovens. Mais de 54% das demissões ocorreram com trabalhadores com 30 anos ou mais. "No que se refere a salários, a exigência de maior escolaridade não tem se mostrado capaz de impulsionar os rendimentos dos trabalhadores do setor", assinala o texto. O salário dos admitidos no semestre, na média dos setores da agropecuária, foi 6,8% inferior ao verificado no caso dos trabalhadores demitidos.

Em termos regionais, nos seis primeiros meses de 2009, o Sudeste e o Centro-Oeste foram os principais responsáveis pela geração líquida de postos de trabalho. Foram as únicas regiões a apresentar saldos positivos no conjunto do setor agropecuário.

As informações são do jornal Valor Econômico, adaptadas e resumidas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[23/09/2009]

Argentina: cota Hilton favorecerá grandes indústrias


Os novos critérios para distribuir a cota Hilton através de um concurso público favorecerão os grandes grupos industriais do setor frigorífico na Argentina em detrimento das plantas de menor porte, segundo dispõe o regulamento do "Documento de Bases e Condições Gerais e Particulares para a repartição e distribuição da denominada Cota Hilton" dos ciclos comerciais compreendidos entre 2009 e 2012, segundo o estabelecido pela Resolução 7530/09 da Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA).

Entre os critérios para outorgar a cota aos frigoríficos exportadores se incluem - com ponderação de 30% - o "abastecimento do mercado interno". Outro fator de qualificação, que conta também com uma ponderação de 30%, são os "aportes e contribuições à segurança social", para o qual se considerará "a soma total resultante dos aportes e contribuições à segurança social declarados pelo candidato com relação a seus empregados".

Ambos os fatores concederão uma grande vantagem aos grandes grupos frigoríficos que, obviamente, dispõem de um maior volume de abates e de empregados. Vale ressaltar que os fatores considerados em 60% da ponderação não têm relação direta com o desempenho de eficiência exportadora registrada no mercado de cortes bovinos de alto valor.

Na divisão da cota Hilton da Argentina no ciclo de 2008/09 feita pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (SAGPyA), as empresas do grupo brasileiro Marfrig (Quickfood, AB&P e Estancias del Sur) receberam 3.665 toneladas, enquanto que a norte-americana Cargill (Finexcor e Friar) recebeu 3.074 toneladas e a brasileira JBS (Swift e Col-car), 1.713 toneladas.

A reportagem é do site Infocampo, adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[21/09/2009]

Indicador á vista segue em alta e BM&F acompanha


O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 77,33/@, com valorização de R$ 0,10. O indicador a prazo teve queda de R$ 0,02, sendo cotado R$ 78,26/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Na BM&FBovespa, o primeiro vencimento, setembro/09, registrou alta de R$ 1,37, fechando a R$ 79,09/@. Outubro/09 fechou a R$ 81,56/@, com variação positiva de R$ 1,28. Os contratos que vencem em novembro/09 apresentaram valorização de R$ 1,13, fechando a R$ 82,89/@.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 18/09/09



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/09



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,30, o dianteiro a R$ 4,00 e a ponta de agulha a R$ 3,80. O equivalente físico permaneceu estável, sendo calculado em R$ 76,17/@. O spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente subiu para R$ 1,16/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 613,14/cabeça, valorização de R$ 5,91. A relação de troca ficou em 1:2,08.

Equipe BeefPoint

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[18/09/2009]

MG: exportação de carne bovina cresce frente a 2008


O volume das exportações mineiras de carne bovina aumentou 26,3%, no período de janeiro a agosto deste ano. Foram 54,4 mil toneladas, na comparação com as 43,1 mil toneladas registradas no mesmo período de 2008, informa o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O preço médio do produto teve queda de quase 17%, por causa da crise econômica mundial. Em receita, o aumento foi de 5%. O movimento com a carne bovina de Minas no mercado externo no acumulado de janeiro a agosto deste ano foi de US$ 182,6 milhões, em comparação com os US$ 174 milhões registrados no mesmo período de 2008.

Para o secretário da Agricultura, Gilman Viana Rodrigues, "o expressivo aumento no volume dos embarques de carne bovina de Minas no período analisado ocorreu principalmente porque não houve desativação de um frigorífico sequer no Estado". Ele destaca os resultados da comercialização com a Rússia, maior comprador do produto mineiro. Foram embarcadas para aquele país cerca de 15,4 mil toneladas do produto, contra um pouco mais de 10,4 mil toneladas de janeiro a agosto de 2008. Um aumento da ordem de 47%.

Gilman destaca também as exportações para a União Europeia, explicando que a iniciativa tem alcançado sucesso porque os produtores são incentivados a buscar a certificação. "Minas Gerais possui o maior número de propriedades capazes de fornecer animais para frigoríficos exportadores para a aquele bloco". Ele observa que "estar apto a exportar para os europeus significa também conseguir o status de fornecedor de carne para os outros países, já que as exigências da UE estão entre as mais rigorosas".

A receita das exportações mineiras de carne bovina para a União Europeia tiveram aumento de quase 90%. Foram US$ 43,2 milhões entre janeiro e agosto deste ano na comparação com os US$ 22,8 milhões registrados no mesmo período de 2008. O volume exportado até agosto deste ano foi de 6,4 mil toneladas, contra as 3,3 mil toneladas no acumulado dos oito meses do ano passado.

A reportagem é da Agência Minas, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[16/09/2009]

EUA: exportação de carne bovina cai 6% até julho


De janeiro a julho, as exportações de carne bovina dos Estados Unidos foram menores do que no ano anterior em meio ao complicado cenário econômico global, de acordo com os últimos dados da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (U.S. Meat Export Federation - USMEF). As exportações de carne bovina foram de 512.053 toneladas no valor de US$ 1,944 bilhão, 6% a menos que no ano anterior em volume e 10% a menos em valor. Essa diferença, entretanto, é principalmente devido ao mercado global muito fraco para miúdos. As exportações de cortes de músculo foram de 338.217 toneladas, um pouco a mais que o volume do ano anterior (US$ 1,445 bilhão contra US$ 1,48 bilhão).

A baixa demanda no México e no Canadá e o forte declínio nas exportações de miúdos são os principais fatores que mantiveram as exportações de carne bovina dos EUA abaixo do ritmo do ano anterior. As exportações de janeiro a julho ao México foram de somente 180.350 toneladas no valor de US$ 570,7 milhões - 25% a menos que o volume de 2008 e 31% a menos que o valor do ano passado. Esse declínio foi particularmente severo para os miúdos, à medida que as exportações desses produtos ao México caíram 35% em volume e 47% em valor.

As exportações ao Canadá caíram 12% com relação ao volume do ano passado e 18% com relação ao valor. Isso pode ter ocorrido em parte devido ao forte declínio nas exportações de gado em pé do Canadá aos EUA.

A carne bovina dos EUA continua reconstruindo sua presença na Ásia, liderada por um aumento de 18% nas vendas ao Japão de janeiro a julho com relação ao ano anterior e por um aumento dramático nas exportações a Hong Kong. As exportações totais em julho para Hong Kong, de 2.756 toneladas no valor de US$ 9,6 milhões foram mais que cinco vezes o volume e o quádruplo do valor de julho de 2008, levando as exportações em 2009 a ficarem 111% acima do volume de 2008 e 60% acima do valor.

As exportações de janeiro a julho para Taiwan ficaram levemente menores que no ano anterior, mas mostraram sinais de recuperação. As exportações de julho a Taiwan atingiram seu segundo maior valor mensal total do ano.

As exportações de carne bovina dos EUA ao Vietnã aumentaram 38% em volume e 59% em valor de janeiro a julho de 2008. Julho foi o segundo mês consecutivo de alta, entretanto, no qual as exportações ao Vietnã foram menores do que o correspondente total em 2008. De janeiro a julho, as exportações para a Coreia do Sul totalizaram 28.440 toneladas no valor de US$ 111,1 milhões. No entanto, seu ritmo também desacelerou, com o volume de julho sendo o menor desde que o mercado foi reaberto no ano passado.

Em termos de produção total dos EUA, as exportações de carne bovina (incluindo miúdos) representaram a mesma porcentagem do ano passado - 9,8% da produção total de janeiro a julho de 2009 comparado com 10% no mesmo período de 2008.

Os dados são do site da USMEF (www.usmef.org), traduzidos e adaptados pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[16/09/2009]

Boi gordo: falta de força no físico faz indicador cair


O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 76,00/@, com desvalorização de R$ 0,07. O indicador a prazo teve queda de R$ 0,14, sendo cotado R$ 77,40/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Na BM&FBovespa, o primeiro vencimento, setembro/09, registrou alta de R$ 0,39, fechando a R$ 77,45/@. Outubro/09 fechou a R$ 79,84/@, com variação positiva de R$ 0,49. Os contratos que vencem em novembro/09 apresentaram valorização de R$ 0,42, fechando a R$ 81,33/@

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 15/09/09



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/09



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,10, alta de R$ 0,10, o dianteiro a R$ 3,90 e a ponta de agulha a R$ 3,70. O equivalente físico teve alta, com variação de 1,78% sendo calculado em R$ 73,95/@. O spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente recuou para R$ 1,27/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 609,30/cabeça, queda de R$ 0,06. A relação de troca ficou em 1:2,06.

Equipe BeefPoint

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[15/09/2009]

Carne argentina participará de feira na Rússia


O Instituto de Promoção de Carne Bovina da Argentina (IPCVA, da sigla em espanhol) participará pela quinta vez de uma das feiras mais importantes do mundo, a World Food Moscow. A feira será realizada de 15 a 18 de setembro na capital russa.

A feira, que conta também com a participação de compradores de países da ex-União Soviética, Leste Europeu e Ásia, é a de maior importância da região, devendo esse ano contar com a visita de mais de 60.000 compradores.

Para a participação na 18ª World Food Moscow, o IPCVA, que estará acompanhado pelas empresas Food's Land, Mattievich e Frigorífico Morrone, projetou um stand onde terá informações sobre o sistema de produção da Argentina e degustação alguns cortes de carne argentinos.

Há vários anos, o mercado russo é central para as exportações de carne congelada, representando, até agora nesse ano, mais de 30% do total de carne bovina exportada pela Argentina. Além disso, é um mercado complementar ao da União Europeia (UE), já que para esse mercado se exporta principalmente trimmings (retalhos de carne) e produto processado.

"O desafio é não somente abastecer a Rússia com carne congelada, mas também, seguir realizando todas as questões pertinentes para conseguir que nos forneçam uma maior vida útil para as exportações de carne resfriada a vácuo", disse o presidente do IPCVA, Dardo Chiesa.

De acordo com o Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado de alimentos é um dos que se desenvolve mais rapidamente na Rússia devido ao aumento na demanda do consumidor de acordo com o rápido crescimento do poder aquisitivo. A Rússia oferece um mercado potencial de 143 milhões de consumidores. É o mercado varejista com mais rápido crescimento no mundo. 44% dos produtos de venda varejista são importados e 90% dos alimentos preparados em restaurantes e cafés na Rússia ocidental são importados.

A reportagem é do site do IPCVA (www.ipcva.com.ar), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[15/09/2009]

EUA: número de animais confinados caiu 2% em julho


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que o número de bovinos e bezerros em estabelecimentos de engorda com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 9,6 milhões de cabeças em 1 de agosto de 2009, 2% a menos que no ano anterior.

As colocações em confinamento durante julho totalizaram 1,86 milhão, 13% a mais que em 2008. As colocações líquidas foram de 1,82 milhão de cabeças. Durante julho, as colocações de bovinos e bezerros pesando menos de 600 libras (272,15 quilos) foram de 455.000 cabeças; as de animais de 600 a 699 libras (272,15 a 317 quilos) foram de 365.000 cabeças; de 700 a 799 libras (317,5 a 362,42 quilos) foram de 458.000 cabeças; e de 800 libras (362,87 quilos) ou mais fora de 585.000 cabeças.

As vendas de boi gordo durante julho totalizaram 1,93 milhão, 5% a menos que em 2008. Esse foi o terceiro menor volume de vendas para o mês de julho desde que a série começou a ser reportada em 1996.

A categoria de outros desaparecimentos totalizou 43.000 durante julho, 4% a menos que em 2008. Esse foi o menor volume nessa categoria para o mês de julho desde 1996.

A reportagem é do USAgNet, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[14/09/2009]

CNA: PIB mostra que choro da agricultura não é birra


O resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola é uma prova de que as demandas do setor produtivo ao governo têm procedência, na avaliação da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "Isso é para o governo ver que nosso choro não é de birra, é um choro chorado", afirmou.

O PIB agrícola caiu 0,1% no segundo trimestre do ano na comparação com o primeiro. Os demais setores da economia, porém, apresentaram avanço no mesmo período, com alta de 1,2% dos serviços e de 2,1% da indústria. "A agricultura é o único setor que está em recessão ainda. É preciso ver que somos diferentes mesmo, somos especiais", argumentou a senadora.

Para Kátia Abreu, foram três os principais pontos que levaram ao encolhimento da atividade de abril a junho. A primeira foi a redução do PIB de uma safra para outra, levando à descapitalização dos produtores. "Tivemos uma redução de 6% da safra 2007/2008 para a 2008/2009. Isso é muita coisa", considerou. O segundo ponto foi a queda da safra específica do café, de 15% e, o terceiro, a diminuição das atividades de silvicultura e pecuária.

A solução para a agricultura é, na avaliação da senadora, um programa firme de subvenção por parte do governo. "É preciso que o governo arque com a diferença de preços, a fim de incentivar o produtor a permanecer em sua atividade", alegou.

Na comparação do segundo trimestre deste ano com idêntico período de 2008, a queda da atividade do setor foi ainda maior, de 4,2%. A presidente da CNA preferiu, porém, não tecer comentários sobre esse período específico, por conta da base de comparação muito elevada. "Tudo foi atípico em 2008. Fazer uma comparação nessa base seria irreal, para não dizer desonesto", comentou. No ano passado, a demanda mundial por alimentos estava em franca aceleração, o que levou a uma disparada das commodities, beneficiando o setor. "Vamos lembrar que a crise financeira internacional só chegou para valer mesmo no Brasil a partir de novembro", disse.

Opinião do Ministro da Agricultura - Reinhold Stephanes

A queda do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agrícola no segundo trimestre deste ano foi considerada relativamente pequena pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, levando-se em consideração os efeitos da crise financeira internacional sobre o mercado doméstico - em especial a falta de crédito para o setor. "O PIB ficou praticamente dentro do que a gente previa", considerou o ministro.

"Não podemos medir a agricultura nos mesmos padrões em que se mede a atividade de serviços, indústria e comércio, pois o setor possui um calendário próprio", alegou. Ele deu como exemplos a soja e o trigo, cujas colheitas estão concentradas, respectivamente, no primeiro e no terceiro trimestre do ano. "A comparação de um trimestre para o outro não pode ser feita por conta da sazonalidade."

Já em relação à comparação dos segundos trimestres de 2008 e 2009, Stephanes salientou o impacto que houve no setor por conta do período de seca, quando houve perda de 6 milhões de toneladas de grãos, em especial nos Estados do Sul do País. "Neste momento, a queda do PIB do setor não ocorreu por razões econômicas", disse. Um indício disso, segundo ele, foi o fato de a área plantada na safra atual ter sido maior do que a da safra anterior.

As perspectivas para o setor no acumulado do ano são positivas, na avaliação do ministro, devendo apresentar crescimento na comparação com 2008. "Se o clima se mantiver bem, as perspectivas são boas, pois a intenção de plantio continua normal.", ressaltou

As informações são da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[11/09/2009]

Indicador do boi tem queda e fecha cotado a R$ 75,70


O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 75,70/@, com desvalorização de R$ 0,37. O indicador a prazo teve queda de R$ 0,30, sendo cotado R$ 76,92/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Na BM&FBovespa, o primeiro vencimento, setembro/09, registrou queda de R$ 0,43, fechando a R$ 76,67/@. Outubro/09 fechou a R$ 78,75/@, com variação negativa de R$ 1,12. Os contratos que vencem em novembro/09 apresentaram retração de R$ 1,02, fechando a R$ 80,50/@

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 10/09/09



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/09



De acordo com levantamentos da Equipe BeefPoint, alguns frigoríficos de Minas Gerais, Acre e Rondônia confirmaram que estão comprando apenas boi à vista.

Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,00, o dianteiro a R$ 3,90 e a ponta de agulha a R$ 3,70. O equivalente físico permaneceu estável, sendo calculado em R$ 73,23/@. O spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente recuou para R$ 2,28/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 611,77/cabeça, queda de R$ 4,47. A relação de troca ficou em 1:2,04.

Equipe BeefPoint

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[11/09/2009]

Japão: consumo de carne bovina cresce 14% em julho


O Japão consumiu 75.320 toneladas (equivalente sem osso) de carne bovina em julho, 14% a mais que no mesmo mês do ano anterior, estimulado pela forte recuperação dos volumes de carne bovina importada.

De acordo com os dados de oferta e demanda de carne bovina da Corporação das Indústrias de Pecuária e Agricultura do Japão, o consumo de carne bovina importada cresceu 29% em julho com relação ao ano anterior, para 44.836 toneladas. Em contraste, o consumo de carne bovina japonesa caiu 3%, para 30.483 toneladas.

A recuperação no consumo de carne bovina importada durante julho - após ter registrado declínios com relação ao ano anterior nos últimos dois meses - foi possivelmente causada pelo melhor desempenho no setor de fast food (o maior usuário de carne bovina australiana), o menor preço da carne bovina australiana no varejo e o subsequente aumento nas vendas, bem como pelas maiores importações de carne bovina dos Estados Unidos (+45% em julho com relação ao ano anterior, para 9.381 toneladas). As importações de carne bovina australiana também aumentaram durante o mês, 22% com relação a 2008, para 35.067 toneladas.

Durante os primeiros sete meses do ano, o consumo de carne bovina do Japão totalizou 481.839 toneladas, 3% a mais que no mesmo período do ano anterior, mas ainda 10% menor do que o nível de antes do surgimento de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), ou doença da "vaca louca" em 2003.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[10/09/2009]

Uruguai: carne tem maior valor agregado que Austrália


O presidente do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), Luis Alfredo Fratti, disse que o Uruguai está vendendo sua carne no mercado internacional a um preço melhor que o da Austrália, país que historicamente obteve um valor superior ao uruguaio em suas exportações de carne refrigerada.

Segundo Fratti, o INAC realizou um estudo para analisar as causas desse fenômeno que se registra desde janeiro de 2008, quando o Uruguai começou a vender a um preço superior ao da carne bovina australiana. Para ele, o fenômeno ocorre pelo tipo de raça. "Nem todo o gado da Austrália é de alta qualidade, de raças britânicas como no Uruguai e essa carne também é vendida. O Uruguai está trabalhando muito no maior valor agregado para adequar seus produtos às necessidades de seus clientes", afirma Fratti.

Ele disse que há mudanças importantes que levam a Austrália a não vender fortemente nos mercados como Rússia e União Europeia (UE), que também são mercados para a indústria uruguaia. "Os aumentos de preços na UE para a carne uruguaia foram muito superiores aos obtidos pelo produto australiano em países asiáticos aos quais a Austrália exporta".

Também colaborou com essa situação a desvalorização da moeda australiana em cerca de 50% em julho de 2008.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[10/09/2009]

Sudeste da Ásia demandou mais carne bovina em 2008-09


Apesar dos efeitos prejudiciais da crise financeira e econômica global na demanda por carnes vermelhas em 2008-09, as exportações de carne bovina ao Sudeste da Ásia/Chinas se mantiveram fortes. As exportações aumentaram do Brasil, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália. De fato, novos registros foram feitos para as exportações de todos esses países à região em 2008-09, incluindo um aumento de 28% nas exportações de carne bovina australiana, para um recorde de 109.654 toneladas.

As exportações de carne bovina do Brasil ao Sudeste da Ásia/Chinas em 2008-09 aumentaram em 10% com relação ao ano anterior, para 105.566 toneladas. O crescimento nas exportações foi principalmente devido à forte demanda da China continental, embora os altos preços após a reduzida oferta disponível para exportações tenha levado a uma queda no comércio brasileiro de carne bovina com Malásia, Filipinas e Cingapura.

Também direcionada pela maior demanda chinesa, as exportações de carne bovina dos EUA para a região durante o ano passado aumentaram em 35%, para 89.608 toneladas. Os envios para Taiwan caíram pela primeira vez desde 2005-06, em 2%, à medida que os altos preços impactaram nas compras.

O comércio de carne bovina da Nova Zelândia ao Sudeste da Ásia/Chinas terminou 2008-09 levemente maior do que em 2007-08, atingindo um recorde de 63.088 toneladas. Os volumes aumentaram para quase todos os mercados, exceto Indonésia e Filipinas, onde os preços permaneceram como o principal limitante.

Durante o ano fiscal até fevereiro, a Índia exportou 20% mais carne de búfalo para o Sudeste da Ásia/Chinas, para 137.541 toneladas - o maior volume registrado para esse período, com aumentos nos volumes enviados para China e Vietnã mais do que compensando as quedas para Malásia e Filipinas.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[10/09/2009]

Agronegócio: registro de títulos pode superar R$ 50 bi


Os títulos do agronegócio tornaram-se este ano uma das principais alternativas de crédito para as agroindústrias, que enfrentam forte escassez de financiamento desde o estouro da crise financeira, há um ano. Nos primeiros oito meses de 2009, o registro de financiamentos por meio desses papéis somou R$ 33,37 bilhões e pode ultrapassar R$ 50 bilhões até dezembro. Em 2008, os registros atingiram R$ 38,3 bilhões, segundo dados da BM&FBovespa, Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) e Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip).

Para atender à demanda do mercado, os títulos financeiros do agronegócio foram reestruturados com objetivo de evitar eventual "default" ou sua inclusão na lista de credores de empresas em processo de recuperação judicial. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), um título emitido por bancos e lastreado em recebíveis de produtores - como Cédulas de Produto Rural (CPRs), duplicatas e notas promissórias rurais -, manteve-se como principal papel no mercado, mas os demais papéis, como CDA-WA (Certificado de Depósito Agropecuário e Warrant Agropecuário), CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio), CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), também tendem a ter maior demanda no médio prazo.

A advogada Marina Procknor, do escritório Mattos Filho, afirma que os títulos do agronegócio são fontes alternativas de crédito para empresas que buscam financiamentos, sobretudo em instituições tradicionais, como o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Estes títulos não substituem outros canais de financiamento, agregam".

Com a crise financeira, os prazos de liquidação desses papéis, que eram de três a quatro anos, caíram para 360 dias, aponta o especialista Renato Buranello, do escritório Buranello Passos Advogados. "Depois que algumas empresas, sobretudo usinas e frigoríficos, entraram com pedido de recuperação judicial, os financiadores começaram a fazer essa blindagem", diz a advogada Nathalie Cortes, também da Buranello Passos. O artigo nº 49 da Lei de Falências e Recuperações (nº 11.101/2005) criou uma regra específica para os credores garantidos por propriedade fiduciária. O mecanismo foi instituído para garantir o direito e reduzir o risco do credor.

Vantagens

Os títulos têm atraído operadores do setor em razão do baixo risco, alta liquidez e da garantia lastreada na produção. O custo de operação é a taxa Selic mais 2% ou 3% ao ano. Com os juros em queda, o atrativo aumenta. Além disso, há os benefícios fiscais dos papéis. Ao usar os títulos, as agroindústrias não pagam Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e os bancos emissores não precisam fazer o depósito compulsório de 25% sobre esses valores no Banco Central. Também não precisam cobrir 100% do risco das operações e ficam isentas de recolher 0,2% sobre cada operação ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo de garantia de depósitos bancário até R$ 60 mil.

Na outra ponta, investidores pessoa física têm isenção de Imposto de Renda (IR) e são, assim, estimulados a trocar os tradicionais Certificados de Depósito Bancário (CDBs) por esses novos títulos. O alvo dos bancos são os clientes "private", de alta renda. As tradings usam as LCAs, por exemplo, para captar recursos mais baratos no mercado e reduzir custos de carregamento de dívidas de produtores. O crescimento do agronegócio no país e a redução dos juros deixam os papéis ainda mais atraentes no mercado.

Desconhecimento limita expansão

Criados pela Lei nº 11.076, de dezembro de 2004, o CDA (Certificado de Depósito Agropecuário) e o WA (Warrant Agropecuário), dois dos chamados novos títulos de crédito do agronegócio que começaram a ganhar alguma relevância nos últimos anos, têm um grande potencial de crescimento pela frente, mas o ritmo desse avanço dependerá, em boa medida, da modernização das engenharias financeiras montadas pelos produtores rurais para financiar suas atividades.

"As operações estruturadas têm de ser mais baratas. O crédito rural oficial e barato tem taxas de juros subsidiadas, mas não é suficiente", diz Marcos Albino Francisco, diretor da NSG Capital e da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima). "Temos ótimos instrumentos de crédito disponíveis, mas pouco conhecidos pelos produtores e pelos agentes".

De acordo com estudo da Andima e Cetip, o CDA e o WA são emitidos simultaneamente pelo depositário (armazém), inclusive cooperativas, a pedido do depositante. O CDA representa a promessa de entrega de produtos agropecuários, enquanto o WA representa a promessa de pagamento em dinheiro, que confere direito de penhor sobre o CDA correspondente e sobre o produto nele descrito. Ambos são títulos de crédito executivos extrajudiciais. Ao contrário da tradicional CPR, que pode ser ou não inscrito em sistema de registro e de liquidação financeira autorizado pelo BC, para os novos títulos o registro é obrigatório e deve ser feito em um prazo de até 30 dias a partir da data de emissão.

Com informações de Mônica Scaramuzzo, Mauro Zanatta e Fernando Lopes, do jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[09/09/2009]

UE: importações de carne aumentam mas preços caem


As importações de carne bovina da União Europeia (UE) aumentaram 12% durante a primeira metade de 2009 com relação ao ano anterior, com o volume atingindo 116.340 toneladas. O aumento ocorreu principalmente como resultado das maiores compras oriundas da Argentina (devido às maiores ofertas e ao fato de o Governo argentino ter reduzido suas restrições às exportações) e Uruguai (que tem redirecionado produtos que iam para Estados Unidos e Rússia), além das maiores importações de carne da Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Namíbia.

Em contraste, a UE importou menos carne bovina do Brasil durante a primeira metade de 2009 por causa das restrições impostas desde os casos de febre aftosa em 2005, que culminou em 2008 com uma barreira parcial às importações como resultado de preocupações com segurança alimentar e rastreabilidade. O número de fazendas brasileiras aprovadas para exportar a esse mercado está aumentando lentamente, atualmente atingindo mais de 1.300 fazendas. Além disso, a oferta de carne bovina brasileira tem sido mais escassa desde o final de 2007 devido às altas taxas de abate de fêmeas nos anos anteriores.

Os preços médios de importação caíram em 25% durante os primeiros seis meses de 2009 após terem atingido um pico de US$ 9.730 na primeira metade de 2008. Além do declínio nos preços da carne bovina importada, os preços do gado em importantes países produtores da UE estão menores do que no ano anterior apesar das menores ofertas, como resultado da menor demanda por carne bovina. Essa tendência tem sido especialmente notada na Irlanda, onde apesar da redução de 14% nos abates de novilhos, os preços do gado caíram 3%. Apesar de as importações estarem se recuperando com relação ao baixo nível do ano anterior, elas permanecem 35% menores do que os volumes de 2005.

É importante notar que os preços de 2008 refletem a situação pré-crise mundial. No primeiro semestre do ano passados os preços de todos os produtos agropecuários estavam mais altos.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida, adaptada e comentada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[03/09/2009]

Amazônia: desmatamento é o menor desde 2004


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comenta o primeiro relatório de julho do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que identifica e mapeia áreas desflorestadas na Amazônia Legal utilizando imagens dos satélites CBERS ou Landsat.

Apesar do aumento do desmatamento na Amazônia em julho em relação ao mesmo mês de 2008, divulgado ontem (1º de setembro) pelo Inpe, Carlos Minc afirmou que o desmate acumulado entre agosto de 2008 e julho de 2009 é o menor desde 2004, início da série histórica do Deter.

O desmatamento na Amazônia em julho atingiu pelo menos 836,5 quilômetros quadrados (km²) de floresta, 157% a mais que o registrado em julho de 2008, quando o desmate foi de 323 km² (Deter - Inpe). A área de floresta derrubada equivale à metade do município de São Paulo.

Porém, o desmatamento medido entre agosto de 2008 e julho de 2009 foi de 4.375 quilômetros quadrados (km²), ante 8.147 km² do período anterior (agosto de 2007 e julho de 2008), redução expressiva de 46%.

O Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes) é mais preciso que o Deter porque enxerga áreas menores. "O Prodes vai mostrar um desmatamento entre 8 mil km² e 9,5 mil km², provavelmente entre 8,5 mil km² e 9 mil km², falo isso baseado em projeções anteriores. Vai ser o menor desmatamento dos últimos 20 anos. Tenho certeza absoluta disso", calcula Minc.

"Mesmo tendo o menor desmatamento dos últimos 20 anos, ainda apreendemos o equivalente a mil caminhões de madeira por mês. Ou seja, estamos em um purgatório, distantes de chegar a um número razoável. Mesmo com a queda, o desmatamento ainda é muito grande", avaliou Minc.

O Pará se manteve na liderança do desmatamento, com 577 km² de derrubadas (quase 70% do total registrado em julho). No mesmo período, Mato Grosso derrubou 123,8 km² e o Amazonas aparece em seguida, com 47 km² a menos de florestas. No Maranhão, os novos desmatamentos atingiram 37,6 km² e em Rondônia, 34,5 km². A devastação ficou concentrada principalmente na região dos municípios de Novo Progresso e São Félix do Xingu, ambos no Pará, e na região leste do estado, na fronteira com o Maranhão.

O desmatamento medido pelos satélites em Roraima foi de 8,3 km²; em Tocantins, de 5,3 km²; e no Acre, de 3 km². Com menos nuvens que nos meses anteriores, em julho os satélites conseguiram observar 77% da Amazônia Legal. O Amapá não foi monitorado pois apresentou cobertura de nuvens de 96% no período.

Mais uma vez, o ministro atribuiu a redução do ritmo de devastação da Amazônia (de agosto de 2008 a julho de 2009) às ações de fiscalização e combate, promovidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pela Polícia Federal e pela Força Nacional de Segurança e, em menor medida, à oferta de alternativas sustentáveis para quem desmatava, como o apoio a planos de manejo, assistência técnica rural e a regularização fundiária.

"Esse ano 90% da redução foi por causa da pancada de ações policiais. Minha esperança é que no próximo ano pelo menos 40% seja explicada pelas medidas de desenvolvimento sustentável."

A reportagem é de Luana Lourenço e Renato Araújo da Agência Brasil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[01/09/2009]

China tem importações recordes de carne bovina


A demanda de importação de carne bovina da China continuou se fortalecendo em junho, levando o volume total para a primeira metade de 2009 para um recorde de 5.890 toneladas - 129% a mais que no ano anterior e 13% a mais que o recorde anterior, registrado em 2003 (5.195 toneladas). Tanto as importações de carne resfriada como as de carne congelada atingiram novos recordes para o primeiro semestre do ano, totalizando 302 toneladas e 5.587 toneladas, respectivamente.

Os principais fatores que contribuíram para o crescimento das importações de carne bovina da China no primeiro semestre do ano foram os aumentos nos volumes importados da Austrália e da Nova Zelândia, à medida que os setores de varejo e foodservice continuaram enfrentando baixas ofertas domésticas. A Austrália continuou sendo o maior fornecedor de carne bovina para a China durante esse período, representando 45% (2.624 toneladas) das importações totais. A carne bovina do Uruguai representou 26% das importações (1.559 toneladas) e a carne da Nova Zelândia ficou com 22% do total (1.296 toneladas).

Com três plantas brasileiras aprovadas para exportar carne bovina sem osso para a China, as importações chinesas de carne brasileira durante a primeira metade de 2009 totalizaram 411 toneladas, 7% das importações totais.

A Austrália também foi o maior fornecedor (96%) de carne resfriada para a China no primeiro semestre do ano, com os 4% restantes vindos do Brasil e da Nova Zelândia.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[01/09/2009]

Argentina ainda não distribuiu cota Hilton


Pelo segundo ano consecutivo, a Argentina desapareceu do mercado de cortes de carne Hilton durante os primeiros meses do ciclo comercial. Essa medida, que beneficia os frigoríficos uruguaios e brasileiros que exportam cortes de alto valor à Europa, poderá voltar a gerar sérios transtornos na indústria local de carnes.

Assim como ocorreu em 2008, este ano, novamente, o Governo nacional aplicou um tipo de fechamento das exportações de cortes Hilton ao não distribuir a cota correspondente ao ciclo de 2009/10 (que começa em julho de 2009 e termina em junho de 2010).

Embora dias atrás a previsão era que o Governo nacional estaria por outorgar pelo menos uma antecipação da ordem de 20% da cota anual Hilton 2009/10, isso ainda não aconteceu.

Esse ano, as autoridades europeias outorgaram ao Brasil a duplicação de sua cota Hilton, que passou de 5.000 para 10.000 toneladas anuais como compensação pela entrada da Bulgária e da Romênia no bloco. O Uruguai, por sua vez, está negociando uma ampliação da cota, de 6.300 anuais.

A Argentina, no entanto, desapareceu do mercado Hilton durante julho e agosto desse ano; esse fator contribuiu para manter firmes os valores dos cortes de alto valor enviados pelo Uruguai e Brasil com destino à União Europeia (UE), que atualmente estão a um preço de US$ 8.800 a US$ 10.000 por tonelada FOB.

O fechamento virtual das exportações de cortes Hilton aplicado entre julho e setembro de 2008, gerou benefícios aos principais grupos exportadores de carnes em detrimento das firmas menores (em abril, foram redistribuídas quase 1.750 toneladas e, em maio 420 toneladas às maiores companhias do setor).

Além disso, devido aos atrasos em dividir a cota, no ciclo anterior, quinze grupos de associações de produtores - do total de 40 aos quais a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (SAGPyA) distribuiu 10% da cota Hilton 2008/09 não puderam cumprir com o envio de 70% da cota que deveriam realizar antes de 1 de abril.

A reportagem é do Infocampo traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[01/09/2009]

Uruguai: Governo espera expansão no comércio de carnes


Na próxima década, o comércio mundial de carnes aumentaria em mais de 24%, de acordo com um relatório divulgado pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai.

De acordo com um relatório elaborado pela Oficina de Programação e Políticas Agropecuárias (Opypa), espera-se que o consumo médio de carne per capita a nível mundial aumente em 5,6 quilos durante a próxima década, o que representa um crescimento de 1% anual. O consumo de carne em 2018 chegaria, então, a 58 quilos per capita. Entre as carnes, o consumo da carne suína seguirá tendo a maior importância, crescendo também de forma mais acelerada (1,1% anualmente).

No relatório, que analisou o futuro a médio prazo da produção agropecuária mundial, aborda-se o capítulo referente à carne, ressaltando que a demanda mundial aumentará o comércio em 24,3% (4,12 milhões de toneladas) durante a próxima década, com um comércio líquido que alcançará 21 milhões de toneladas em 2018. A crescente demanda por carne impulsionará a produção mundial em 18% (38,6 milhões de toneladas) sobre a produção de base, alcançando 253 milhões de toneladas em 2018.

Por sua vez, espera-se que o comércio de carne bovina se recupere e cresça a uma taxa média de 2% durante a década. Em resposta à recuperação do comércio e crescimento do preço mundial, a produção de carne bovina aumentará a uma taxa anual de 1,1% (6 milhões de toneladas) na próxima década, alcançando 61 milhões de toneladas em 2018.

O relatório completo pode ser acessado no endereço: http://www.mgap.gub.uy/opypa/.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[28/08/2009]

Governo argentino outorgará antecipação da cota Hilton


O Governo da Argentina deve outorgar nessa semana uma antecipação de 20% da cota Hilton anual de 2009/10, segundo indicaram fontes do setor de carnes do país ao Infocampo.

A decisão de adiantar parte da cota foi tomada após os funcionários do Governo nacional terem sido advertidos de que um atraso na outorga da cota (que já leva quase dois meses) começará a gerar sérios impactos na situação dos trabalhadores dos frigoríficos.

A norma, que seria publicada nos próximos dias no Boletim Oficial da Argentina, começará a funcionar sem a regulamentação correspondente dos novos critérios de distribuição da cota oficializados em meados de julho de 2009. A distribuição dos adiantamentos estará nas mãos da Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA).

Atualmente, após o impacto da crise financeira global no final de 2008, os valores de exportação dos cortes provenientes de animais pesados com destino à cota Hilton estão em torno de US$ 8.800 a US$ 10.000 por tonelada (FOB).

No entanto, os principais frigoríficos exportadores do país estão oferecendo um valor entre 6,40 e 6,60 pesos (US$ 1,66 e US$ 1,71) por quilo no gancho pelo novilho pesado (+420 quilos) produzido à base de pasto (prevê-se que os preços se recuperem a partir da distribuição da cota Hilton).

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[28/08/2009]

Austrália: receita com exportação cresce 15% em 08/09


O valor das exportações de carne bovina e de vitelo da Austrália no ano fiscal excedeu a marca de A$ 5 bilhões (US$ 4,16 bilhões) pela primeira vez. As receitas com exportações em 2008-09 aumentaram em 15% com relação ao ano anterior, para A$ 5,06 bilhões (US$ 4,21 bilhões), ultrapassando o recorde anterior de A$ 4,9 bilhões (US$ 4,08 bilhões) de 2006-07, de acordo com dados do Australian Bureau of Statistics e Global Trade Atlas. Durante o mesmo período, o volume de exportações aumentou em 4%, para um total de 967.729 toneladas.

O aumento da receita durante a segunda metade de 2008, junto com um dólar australiano menor, mascararam as condições comerciais muito difíceis devido à crise econômica global durante a primeira metade de 2009. O aumento da receita nas exportações em 2008-09 não foi refletido nos preços do gado, mesmo com o dólar australiano menor, à medida que os processadores enfrentaram condições comerciais muito difíceis, particularmente no segundo trimestre de 2009.

Refletindo o tumultuado ano para as exportações de carne bovina australiana, o valor dos envios de julho a dezembro de 2008 aumentou em 24% com relação ao ano anterior, enquanto as exportações durante os primeiros seis meses de 2009 aumentaram somente 4%, apesar de o valor do dólar australiano estar bem menor. De fato, a extensão das dificuldades nas condições comerciais foi mais pronunciada nos três meses finais do ano fiscal de 2008-09, com os retornos de exportação declinando em 8-10% com relação ao ano anterior de abril a junho, à medida que os preços de exportação declinaram e o dólar australiano se valorizou.

Apesar da recessão, a queda nos preços de carne bovina importada e a menor demanda dos consumidores, o Japão manteve facilmente sua posição como o destino mais lucrativo para a carne bovina e de vitelo da Austrália em 2008-09. Os envios no último ano tiveram um valor de A$ 2,1 bilhões (US$ 1,74 bilhões) - 13% a mais que no ano anterior, mas ainda 14% a menos que o recorde de A$ 2,4 bilhões (US$ 1,99 bilhões) registrado em 2004-05. Ajudando o aumento na receita da exportação ao Japão no ano esteve o declínio de 25% no valor do dólar australiano com relação ao iene japonês. Além disso, a receita maior com a exportação de carne bovina durante julho a outubro de 2008 ajudou a compensar os menores preços durante a primeira metade de 2009.

O valor das exportações de carne bovina e de vitelo da Austrália aos Estados Unidos aumentou em 30% com relação ao ano anterior, para A$ 1,2 bilhão (US$ 999,4 milhões). Os menores volumes durante a segunda metade de 2008 levaram a receita de exportação de julho a dezembro de 2008 a aumentar em 27% com relação ao ano anterior, comparado com o aumento de 47% durante os primeiros seis meses de 2009. O que ajudou no aumento da receita em 2009 foi o menor dólar australiano, a robusta demanda por carne bovina processada e os maiores volumes exportados.

A forte demanda por carne bovina australiana do Sudeste da Ásia levou a receita de 2008-09 a aumentar significantemente, especialmente para Indonésia, que aumentou em 40% com relação ao ano anterior, para um recorde de A$ 140 milhões (US$ 116,59 milhões). O valor das exportações a Taiwan aumentaram em 36% com relação ao ano anterior, para A$ 145 milhões (US$ 120,76 milhões); para China, em 35%, para A$ 24 milhões (US$ 19,98 milhões); enquanto os retornos de Hong Kong, de A$ 48 milhões (US$ 39,97 milhões), Cingapura, de A$ 54 milhões (US$ 44,97 milhões) e Filipinas, de A$ 59 milhões (US$ 49,13 milhões) aumentaram em 46%, 10% e 146%, respectivamente.

Refletindo um importante aumento nas exportações de carne bovina australiana à Rússia em 2008 e a subsequente contração em 2009, as receitas de exportação à Rússia em 2008-09 foram de A$ 175 milhões (US$ 145,74 milhões) - com 75% das registradas entre julho e outubro de 2008.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[28/08/2009]

Uruguai: Marfrig busca mercado diferenciado nos EUA


Buscando novos nichos de mercado, o grupo Tacuarembó/Marfrig do Uruguai está exportando, aos Estados Unidos, Bresaola Bernina, um produto que nasceu na Europa como forma de preservar a carne. A produção desse produto, com sabor tipicamente italiano, começou em 2003 com a ajuda de um especialista italiano que trabalhou junto a operários e técnicos nacionais em sua elaboração.

"85% da carne que o Uruguai vende é produto congelado com destino à indústria. O êxito de nossa Bresaola mostra que é possível avançar na cadeia de alto valor", disse o gerente de marketing do grupo, César Miranda.

O produto, segundo destacou a empresa, foi um dos mais destacados de uma feira especializada dos restaurantes de elite dos Estados Unidos, realizada em Chicago.

Segundo Miranda, para o grupo Tacuarembó/Marfrig, os EUA representam o mercado mais importante. "A restrição da entrada de carne da União Europeia (UE) pela vaca louca nos deu a oportunidade de posicionar o produto em nichos de alto valor graças à receita que respeita a tradição do norte da Itália, com um plus que aporta a qualidade da matéria-prima uruguaia, de animais produzidos a pasto, o que outorga ao produto um sabor muito especial".

Com o objetivo de fornecer o produto em maior quantidade, o Tacuarembó/Marfrig tem nos EUA uma subsidiária, que é a Bernina Foods, empresa que importa as Bresaolas e as distribui em restaurantes finos e companhias de catering.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[25/08/2009]

EUA: produção de carnes vermelhas caiu 3% em julho


A produção total de carnes vermelhas dos Estados Unidos em julho caiu em 3% com relação ao ano anterior, de acordo com o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção comercial de carnes vermelhas em julho totalizou 1,86 milhão de toneladas, enquanto em julho de 2008 a produção foi de 1,928 milhão de toneladas.

A produção de carne bovina, de 1,03 milhão de toneladas, foi 4% menor que no ano anterior. Os abates de bovinos totalizaram 2,92 milhões de cabeças, 5% a menos que em julho de 2008, mas os pesos vivos foram em média 4 quilos maiores que no ano passado. Os abates de bovinos no período caíram em 4% com relação ao ano anterior.

A produção de carne de vitelo durante o mês de julho caiu em 12% com relação ao ano anterior, com os abates de bezerros caindo em 9% e os pesos vivos caindo em 5,89 quilos com relação ao ano anterior.

A reportagem é da Drovers, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[25/08/2009]

Cepea analisa recuperação das exportações


Com base nas sucessivas indicações de que a crise mundial já teria superado o "fundo do poço", pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, responsáveis por índices de exportação do agronegócio estimam ritmo mais acelerado de crescimento para as transações internacionais já neste semestre. Em suas análises, contudo, ponderam sobre duas situações que poderiam limitar essa recuperação.

A curto prazo, a reação poderia ser consequência apenas de uma recomposição de estoques face aos estímulos fiscais e monetários aplicados no auge da crise, podendo se dissipar nos próximos meses, com o que se voltaria a um desempenho mais fraco da economia mundial. A longo prazo, a recuperação poderia ser tolhida por esforços que visassem a controlar eventual processo inflacionário decorrente de uma recuperação muito forte dos preços de commodities desencadeada pelos estímulos fiscais e monetários acionados em resposta à crise.

Quanto aos resultados das exportações do agronegócio no 1º semestre, os índices do Cepea mostram que predominou o recuo de atratividade. Comparando os resultados do período com os do 1º semestre de 2008, a queda dos preços de exportação dos produtos do agronegócio em dólares (IPE-Agro/Cepea) chegou a 12%. O volume (IVE-Agro/Cepea), no entanto, seguiu em expansão (5,6%), impedindo maior retração no faturamento em dólar do agronegócio (-7,28%). A taxa de câmbio efetiva real do agronegócio (IC-Agro/Cepea) aumentou 10,6% (desvalorização cambial) em relação ao primeiro semestre de 2008, amenizando a redução do índice de atratividade das exportações, que caiu 2,5%.

Óleo de soja, álcool, papel e celulose e carne suína tiveram recuo da atratividade (preço em dólar multiplicado pelo câmbio efetivo do agronegócio) acima de 16%. Em situação oposta estiveram o açúcar (24,28%), farelo de soja (13,39%) e madeira e mobiliário (6,44%). A atratividade da exportação soja em grãos teve pequeno aumento de 1% na comparação do primeiro semestre de 2009 com igual período de 2008.

Em relação ao comportamento regional, Sudeste, Sul e Centro-Oeste sofreram retrações em preços, enquanto as regiões Norte e Nordeste registraram alta. Quanto ao volume, as regiões Sul e Sudeste também foram desfavorecidas, registrando diminuição dos principais produtos agropecuários que exportam. A região Norte também sofreu recuo nos volumes, enquanto Nordeste e Centro-Oeste registraram aumento.

Relatório completo e série dos índices de exportação do Cepea: www.cepea.esalq.usp.br/macro/

As informações são do Cepea, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[24/08/2009]

Agronegócio: Brasil será líder de mercado em 2020


Atualmente, o Brasil é a segunda maior locomotiva do mercado de agronegócio mundial, superado apenas pelos Estados Unidos. E, conforme o economista e consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) Luiz Antonio de Camargo Fayet, a expectativa é de que até 2020 o País ultrapasse os norte-americanos.

O agronegócio brasileiro cresceu em média de 7% a 10%, ao ano, dependendo do segmento, na última década. Fayet salienta que o Brasil também teve uma grande expansão nas exportações do setor, no mesmo período. Ele informa que o País é responsável por cerca de 1,5% do total das exportações globais. Quando se refere ao agronegócio, esse patamar sobe para algo em torno de 7%. Fayet explica que isso se deve, principalmente, ao crescimento da população mundial e da sua renda.

Outro ponto destacado pelo pesquisador é a escassez no planeta de novas áreas para serem incorporadas no agronegócio. Segundo ele, de cada quatro hectares disponíveis no mundo, um encontra-se no Brasil. "Nós estamos detendo perto de um quarto das áreas ainda a serem agregadas no agronegócio", enfatiza Fayet. No caso, o Cerrado é a região que apresenta o maior potencial de desenvolvimento.

O especialista ainda ressalta que os produtos ligados ao agronegócio sofreram um impacto menor do que os industrializados com a crise econômica internacional. O presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul (Corecon/RS), economista José Luiz Amaral Machado, concorda que o Brasil tem um enorme potencial para fornecer alimentos ao mundo. "No entanto, tenho o receio no atraso que temos na área de infraestrutura", argumenta Machado.

Fayet complementa que o País tem um custo logístico que varia de 5% a 10% do PIB. "Vivemos um apagão portuário", lamenta o consultor. Para ele, uma solução para esse cenário é aumentar o número de empreendedores privados dentro do sistema portuário, intensificando a concorrência nesta área. Pois hoje, afirma Fayet, existe uma concentração muito grande nas operações portuárias.

As informações são do Jornal do Comércio/RS, adaptadas e resumidas pela Equipe AgriPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[24/08/2009]

Austrália: exportações ao Canadá seguem se recuperando


A contínua redução na oferta doméstica de carne bovina no Canadá está ajudando as exportações australianas de carne bovina ao país.

Existe um déficit de 26.944 toneladas na produção doméstica do Canadá até agora nesse ano comparado com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o CanFax, divisão de análise de mercados da Associação Canadense de Pecuaristas. Correspondentemente, os volumes de carne bovina importada da Austrália e da Nova Zelândia têm aumentado com relação ao ano anterior.

Na primeira metade de 2009, até julho, as exportações australianas ao Canadá foram de 5.521 toneladas, 104% a mais que no ano anterior (a cota de importação de carne bovina da Austrália no Canadá é de 35.000 toneladas). Durante o mesmo período, as exportações neozelandesas foram de 21.729 toneladas, 90% a mais que no ano anterior, aproximando a Nova Zelândia da meta de cumprir com sua cota anual de 29.600 toneladas esse ano.

O rebanho bovino do Canadá em 1 de janeiro de 2009 totalizava 13,2 milhões de cabeças, 5% a menos que as 13,9 milhões de cabeças em 1 de janeiro de 2008 e 7% a menos que em 2007.

A Associação prevê que o rebanho bovino do país se contrairá ao seu mais baixo nível em nove anos em 2010, à medida que os produtores lutam contra a seca, as ofertas de suínos baratos e condições econômicas difíceis.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"


[21/08/2009]

EUA importaram mais carne bovina no 2º trimestre


Os Estados Unidos importaram 340,65 mil toneladas de carne bovina no segundo trimestre de 2009, quase 14% a mais que no mesmo período de 2008. As importações de carne bovina australiana aumentaram em 54% com relação ao ano anterior no mesmo período. As importações dos EUA de carne bovina australiana começaram a apresentar uma tendência de baixa desde o alto volume importado em abril, que foi o maior volume mensal total desde 2005. Isso ocorreu, em parte, devido ao enfraquecimento do dólar dos EUA durante os últimos meses. Em 31 de julho desse ano, o dólar australiano tinha se valorizado em cerca de 11% contra o dólar dos EUA comparado com agosto de 2008. Entretanto, ele se desvalorizou mais de 17% desde 1 de abril de 2009.

As importações dos EUA de carne bovina da Nova Zelândia aumentaram em 13% no segundo trimestre do ano comparado com o ano passado. Os abates de bovinos na Nova Zelândia aumentaram em 26% até junho, de acordo com o Statistics New Zealand, como resultado de um maior descarte e uma menor produção de leite na indústria leiteira neozelandesa. Os picos de abates ocorreram em abril e maio, à medida que o Hemisfério Sul começou seu inverno. Os maiores níveis de produção levaram a maiores exportações de carne bovina da Nova Zelândia. Os EUA, que ficam com quase metade das exportações de carne bovina neozelandesa, tiveram maiores níveis de importações da Nova Zelândia no começo de junho e continuaram em julho, de acordo com estatísticas oficiais.

As importações de carne bovina do Canadá, maior fornecedor externo de carne aos EUA no ano passado, caíram em mais de 13% no segundo trimestre comparado com o ano anterior. A produção total de carne bovina tem caído no Canadá. De acordo com uma pesquisa de confinamentos do CanFax em Alberta e Saskatchewan, as maiores colocações e inventários no começo desse ano resultaram em maiores vendas de gado gordo em junho e julho. Além de aumentar a oferta de cortes de carne bovina, as maiores colocações em confinamentos no Canadá e maiores comercializações também aumentaram a quantidade de retalhos de carne.

Os trimmings (retalhos de carne) representaram quase metade das importações de carne bovina do Canadá até agora nesse ano, de acordo com dados do AgCanada. Esses retalhos são tipicamente combinados com carne processada ou carne bovina importada de animais criados a pasto para produzir carne moída. Com grandes ofertas de carne bovina processada disponível nos EUA de grandes abates de gado leiteiro e grandes quantidades de importações da Oceania, as ofertas de retalho podem ser limitadas à medida que a produção de gado gordo declinar nos EUA e no Canadá nos próximos meses. Dados semanais do AgCanada mostram que as exportações canadenses de trimmings têm permanecido maiores que no ano passado. Entretanto, os estoques em confinamentos estavam abaixo dos níveis do ano passado em 1 de agosto, o que deverá limitar a comercialização de gado gordo e retalhos do Canadá, pressionando para cima os preços da carne moída.

Os EUA deverão importar mais de 1,27 milhão de toneladas de carne bovina em 2009, 12% a mais do que no ano passado, à medida que as importações da Austrália e da Nova Zelândia deverão exceder o declínio nas importações do Canadá. As importações deverão continuar aumentando, mas a uma taxa mais lenta em 2010, para quase 1,361 bilhão.

A reportagem é do CattleNetwork.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: "www.beefpoint.com.br"




FOTOS NOTÍCIAS Copyright @ 2008 Cabanha das Tunas
Desenvolvido por: www.omegadesigner.com
CONTATO WEBMAIL