-- SUCESSO --
O sucesso repetido do Charolês das Tunas tem levado os criadores de gado aacreditar na genética e na sua rentabilidade comprovada.
-- A CLASSIFICAÇÃO --
O Charolês das Tunas e seu sucesso foi forjado pelo seu crescimento, performance e capacidade para satisfazer os diversos critérios de classificação de peso no mercado.
-- CARCAÇAS DE QUALIDADE --
O Charolês das Tunas tem produzido sistematicamente carcaças de melhor qualidade, a preço reduzido.
-- OVINOS TEXEL --

Mais de 30 anos de melhoramento genético

-A chegada no Brasil

     Ao trazer os animais importados da Holanda, o criador gaúcho, Halley Marques, de Itaqui,RS,  em artigo publicado no Caderno Rural do Correio do Povo, de 21/07/72, destacou,  com o título acima, as características que mais chamaram sua atenção na raça Texel.

     Narques destacou ainda, a carta recebida por um produtor holandês, radicado no Uruguai, e responsável pela entrada da raça na América Latina, o produtor Enno Weinkebach, do Departamento de Taquarenbó. O holandês, por conhecer bem as características do Texel, lutou por mais de dois anos para conseguir introduzir a raça em seu novo País. Romper com a tradição de produção de ovinos laneiros, foi o maior obstáculo. Atitude reforçada  pelas características importantes da raça, de apresentar cascos resistentes à umidade e ainda lã com dificuldade de competição no mercado internacional pela espessura dos fios e qualidade, uma vez que aqui em nosso estado, chove em um mês, o volume que, em alguns países produtores de lã fina, chove em um ano.

     O introdutor da raça no Brasil destacou na época  que o objetivo dele ao trazer uma nova raça era alcançar o equilíbrio e harmonia  na produção e não gerar polêmica no criatório. Para o produtor, a raça Texel, traduzia exatamente isto. A harmonia e equilíbrio, entre a riqueza da carne magra que o mundo quer, e, a produção de lã de finura e qualidade superiores.

     A primeira importação feita no estado foi autorizada pelo Diretor Geral do Ministério da Agricultura, Dr. Arteche, que também importou alguns animais para o Ministério.

     Encerrando seu artigo, Halley Marques, disse. “E a estas horas, ovinos da raça Texel da Holanda, já em alto mar, dirigem-se para as planícies do Rio Grande do Sul, onde, a curto prazo hão de se multiplicar, em ritmo genético de gemealidade de 90%, índice jamais alcançado por outra raça ovina. Esta característica, e outras que serão objeto de comentários posteriores, identificam-na como a raça ovina mais produtiva do mundo.

     No Brasil, a raça foi introduzida em 1972, com animais importados da Holanda. Novas importações da França, da Holanda e da Alemanha, aconteceram a partir daí, que muito contribuíram para o aprimoramento da raça. Suas características chamaram a atenção de outros criadores que passaram a utilizar o TEXEL no cruzamento de seus rebanhos, no intuito de produzir maior quantidade e qualidade de carne nobre. Por sua precocidade, melhoramento de carcaça e por possuir lã branca é bastante utilizado em cruzamentos industriais.

     Hoje, encontramos TEXEL em diversas partes do território brasileiro, de Sul a Norte, pois é um animal que se adapta muito bem aos vários  tipos de solo, clima e pastagem, podendo ser explorado extensivamente, em associação com bovinos.

     O criador Halley R. Marques lendo uma revista sobre ovinos ficou impressionado com a raça TEXEL, criada na Holanda, por possuir cascos muito resistentes à umidade, sua grande preocupação com os ovinos criados em Itaqui/RS. Apoiado por Luiz Fernando Cirne Lima, Ministro da Agricultura da época, e por Ezelino Arteche, Secretário-Geral do Ministério, tomou a decisão de criar TEXEL no Brasil.

     Em 1972, chegaram os animais ao Rio Grande do Sul, participando da EXPOINTER daquele ano. Na época, mantinha uma parceria com a criadora Ligia Vargas Souto, a qual aceitou sociedade nos animais importados da Holanda. Participaram também dessa importação os criadores Gilberto da Costa Fonseca, Osmar Mesquita Vargas e Theodorico Andrade (ver matéria na página ao lado).

     Em janeiro de 1983, a primeira importação da França foi realizada pelo criador Paulo Aguinsky, da Cabanha Dedo Verde, quando chegaram ao Brasil dois machos e cinco fêmeas.

     Em 1988, chegaram ao Brasil seis carneiros importados pelos criadores Carlos Sperotto, David Martins e João Laitano.

     Em março de 1994, o criador Lenomir Trombini realizou a primeira importação da Alemanha e realizou um remate em Porto Alegre oportunizando aos criadores de Texel adquirirem sangue alemão para seus plantéis.


 

 

 

 

Fonte: "www.brastexel.com.br"

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